O empresário e ex-prefeito de Cariacica, na Grande Vitória, Geraldo Luzia de Oliveira Júnior, conhecido como Juninho, recebeu o diagnóstico de um tumor na cabeça. A descoberta ocorreu após uma consulta de rotina motivada pelo excesso de cera no ouvido, problema que o acompanha há anos. Após inúmeras consultas, a médica solicitou uma ressonância magnética, que revelou a presença de um tumor de dois centímetros no lado direito do crânio.
Diagnóstico e reação
Em fevereiro deste ano, ao retornar para a consulta e ver o resultado, Juninho recebeu a notícia. "A primeira coisa é fazer a minha conversa eu e Deus. Mas até hoje eu só agradeci, por tudo. E também tenho feito a minha parte nesse processo. Tem muita gente que vai ficar surpresa ao ver esse momento que estou vivendo. Mas estou em paz comigo e cercado de médicos que são referências no assunto", afirmou.
Há aproximadamente um ano, em abril de 2025, Juninho perdeu a esposa, a ex-modelo e miss Nabila Furtado, vítima de câncer de mama, com quem viveu durante 12 anos.
O tumor na cabeça
O tumor classificado como CID-10 D33.3, também conhecido como schwannoma vestibular, é uma formação benigna que se origina na bainha do nervo responsável pela audição e pelo equilíbrio. Apesar de não ser maligno, pode causar diversos sintomas que impactam a qualidade de vida do paciente. O sinal mais comum é a perda auditiva, mas também podem ocorrer zumbido, tontura e cefaleia.
Em casos mais avançados, quando o tumor atinge maior volume, podem surgir manifestações como paralisia facial, alterações de sensibilidade na face e até incoordenação motora.
Cirurgia e expectativas
Na última semana, o empresário e ex-atleta viajou para São Paulo, onde passará por uma cirurgia de alta complexidade no Hospital Sírio-Libanês. "Estou tranquilo e encarando esse momento com serenidade. Não tenho medo de morrer. O que tiver que fazer, eu vou fazer para tentar voltar ao normal o máximo possível", declarou. Ele também falou sobre como tem encarado a doença, o impacto do diagnóstico e as possíveis sequelas da cirurgia, como paralisia facial, dificuldade na fala e para engolir alimentos. "Não sei se vou conseguir me comunicar com as pessoas e nem fazer atividade física. Estou na expectativa do futuro", disse.
Luto e resiliência
O ex-prefeito enfrenta a doença da melhor maneira, mesmo ainda vivendo o luto pela perda da esposa. "Não superei e tudo me lembra ela. As vezes que fui à igreja, senti ela do meu lado". Ele acredita que este é o momento mais complicado de sua vida até agora: "Está tirando a minha autonomia. Sou uma pessoa que, enquanto tenho o controle da situação, assumo coisas e faço tudo. Mas hoje não posso assumir. Então, agora dependo da medicina e da vontade de Deus", finalizou.



