Doenças infecciosas lideram causas de morte em cães e gatos no Brasil
As doenças infecciosas continuam sendo uma das principais ameaças à vida de cães e gatos em todo o país, especialmente entre filhotes e animais que não receberam o esquema vacinal completo. A situação é particularmente preocupante porque muitas dessas enfermidades poderiam ser prevenidas com medidas simples de imunização.
Principais doenças que afetam cães e gatos
Nos cães, as doenças mais comuns e perigosas são a cinomose e a parvovirose. Entre os felinos, a leucemia viral felina (Felv) se destaca como grande vilã, embora outras enfermidades contagiosas também representem riscos significativos à saúde dos gatos.
Segundo o médico-veterinário Luís Felipe Kühl, responsável técnico da Clínica Escola de Medicina Veterinária do UniCuritiba, a vacinação é a forma mais eficaz de proteger os animais de estimação contra essas doenças. "Mesmo com os avanços da medicina veterinária, milhares de cães e gatos ainda morrem todos os anos no Brasil por doenças que poderiam ser evitadas com a vacinação", alerta o professor.
Consequências graves da falta de vacinação
A parvovirose canina é altamente contagiosa e pode ser fatal, respondendo por quase metade das mortes de cães não vacinados durante seus primeiros meses de vida. Já a cinomose apresenta taxa de letalidade ainda maior quando não tratada adequadamente, e mesmo nos casos em que o animal sobrevive, as sequelas podem ser permanentes e comprometer seriamente sua qualidade de vida.
Entre os gatos, além da leucemia viral, a rinotraqueíte também se configura como uma ameaça silenciosa e muito presente na rotina dos felinos domésticos. "O problema é que infelizmente, muitas vezes, esse cuidado acaba ficando de lado e a busca por suporte veterinário acontece apenas quando o animal já está em estágio mais crítico", comenta o professor Kühl.
Vacinação preventiva é mais econômica que tratamento
O especialista destaca que a função preventiva da vacina acaba sendo simples e de baixo custo quando comparada ao atendimento veterinário de emergência necessário quando o animal adoece. "Nesses casos, além da consulta, podem ser necessários exames, medicamentos, internação e, em alguns casos, até mesmo a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pode ser indicada. O tratamento pode ser longo, oneroso e com prognósticos menos favoráveis".
A falta de informação dos responsáveis pelos animais e o acesso limitado a cuidados básicos são fatores que agravam o problema em muitas regiões do país. Campanhas públicas de vacinação gratuita contra a raiva são comuns em algumas cidades, mas outras imunizações essenciais ficam de fora do radar de muitas famílias.
Protocolos vacinais para cães e gatos
Os protocolos vacinais devem ser individualizados, pois existem orientações que podem variar de acordo com:
- Idade do animal
- Espécie (cão ou gato)
- Estilo de vida
- Condição de saúde
Para cães:
- Vacina polivalente (V8 ou V10): Protege contra diversas doenças incluindo cinomose, parvovirose e leptospirose. Pode ser aplicada a partir dos 42 dias de vida, geralmente requerendo três a quatro doses com intervalos de 21 a 28 dias.
- Vacina antirrábica: Obrigatória em muitas regiões, deve ser aplicada em dose única a partir dos 4 meses de idade, com reforço anual.
- Vacina contra o Complexo Respiratório Canino: Recomendada especialmente para cães que frequentam ambientes com grande circulação de animais.
Para gatos:
- Vacina polivalente: Disponível em versões V3, V4 e V5, protegendo contra diferentes combinações de doenças felinas. O protocolo deve ser iniciado nos primeiros meses de vida.
- Vacina antirrábica: Assim como em cães, é obrigatória e requer dose anual.
- Vacina individual contra Leucemia Viral Felina: Pode ser indicada conforme individualidade do paciente.
Atendimento veterinário acessível no UniCuritiba
O UniCuritiba mantém uma Clínica Escola de Medicina Veterinária aberta à comunidade, com capacidade para 150 atendimentos mensais. O local oferece:
- Consultas veterinárias
- Aplicação de vacinas
- Realização de exames
- Procedimentos clínicos e cirúrgicos
A clínica está localizada na rua Dr. Pamphilo D'Assumpção, em frente ao número 93, no bairro Rebouças, em Curitiba. Os atendimentos são realizados de segunda a sexta-feira, em horário comercial, mediante agendamento pelo telefone (41) 99979-4767.
"Vacinar é um gesto de amor e de responsabilidade", finaliza o professor Luís Felipe Kühl, reforçando que, apesar das dificuldades, a vacinação será sempre mais segura e menos onerosa do que tratar doenças já instaladas.



