Corretora encontra pai biológico após 42 anos em velório e relata encontro emocionante
Corretora encontra pai após 42 anos em velório e relata encontro

Corretora de imóveis encontra pai biológico após mais de quatro décadas em situação inusitada

A corretora de imóveis Juliana Bento viveu um momento profundamente emocionante ao finalmente conhecer seu pai biológico após 42 anos de separação. O encontro inicial ocorreu em circunstâncias tristes, durante o velório de um irmão em Aparecida de Goiânia, mas abriu caminho para uma reconciliação familiar há muito aguardada.

Encontro marcado após décadas de espera

Nesta quinta-feira (20), Juliana e seu pai marcaram um encontro específico para se conhecerem melhor, longe do ambiente fúnebre onde haviam se visto pela primeira vez. Durante essa conversa íntima, o pai fez um gesto que tocou profundamente a corretora: olhou nos seus olhos e pediu perdão por não tê-la procurado antes.

"Ele explicou algumas coisas, não entrou muito em detalhes, mas no meio disso tudo ele me pediu perdão. Olhou nos meus olhos, me pediu perdão e disse que se arrepende muito de não ter me procurado antes, mas só hoje que ele está preparado para esse momento", relatou Juliana em entrevista.

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Primeiro contato durante velório do irmão

A jornada emocional começou na terça-feira (17), quando Juliana compareceu ao velório de um irmão que conhecia desde a adolescência, mas apenas por telefone. Ao saber do falecimento devido a uma infecção generalizada, ela viajou para Aparecida de Goiânia e decidiu usar a ocasião para tentar encontrar seu pai biológico.

"Chegando no cemitério, eu comecei a perguntar para as pessoas quem era o pai biológico dele, porque eu encontrando o pai dele, eu encontraria meu pai. Então, eu conheci hoje", explicou a corretora sobre o momento decisivo.

Planejamento familiar e integração

Durante o encontro marcado, o pai de Juliana não apenas conversou com ela, mas também a levou para conhecer outros familiares. Eles visitaram a casa de um tio e conversaram por chamada de vídeo com uma tia, demonstrando o desejo de integrá-la completamente à família.

"Falaram que vão comemorar o meu aniversário. Querem fazer uma festa lá, a família dele toda, para todos me conhecerem no dia do meu aniversário", compartilhou Juliana, visivelmente emocionada com os planos.

Busca persistente ao longo dos anos

A corretora revelou que esta não foi sua primeira tentativa de encontrar o pai. Ela já havia procurado por ele através de redes sociais, parentes próximos e até visitando o Setor Pedro Ludovico em Goiânia, onde seus pais moraram quando namoravam.

"Eu não sabia a casa que ele morava, mas saí perguntando, ninguém conseguia me dar respostas… uma procura totalmente sem informações", descreveu sobre as tentativas anteriores.

Em 2025, ela intensificou a busca e encontrou uma mulher que tinha fotos do pai quando jovem, obtendo o contato de uma tia. No entanto, essa tia só sabia que ele morava em uma chácara sem telefone, sem conhecer a localização exata.

"Ir no velório, seria minha última tentativa, e na verdade, eu nem estava com muita expectativa de encontrar ele", confessou Juliana sobre o momento que precedeu o reencontro histórico.

Troca de contatos e continuidade do relacionamento

Após o encontro inicial no velório, pai e filha trocaram números de telefone e mantêm contato regular desde então. O primeiro encontro marcado especificamente para se conhecerem melhor representou um marco significativo nessa relação recém-descoberta.

A história de Juliana Bento ilustra como momentos de dor podem abrir portas para reconciliações profundas e como a persistência na busca por conexões familiares pode levar a desfechos emocionantes, mesmo após décadas de separação.

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