Pesquisa revela: em relacionamentos abertos, beijo na boca é tabu maior que sexo casual
Beijo é tabu maior que sexo em relacionamentos abertos, diz pesquisa

Pesquisa revela regras inusitadas em relacionamentos abertos: beijo na boca vira tabu maior que sexo casual

Muitos acreditam que relacionamentos abertos funcionam sem qualquer tipo de regra ou limite, mas uma pesquisa recente desmistifica essa ideia e mostra que, na prática, existem tabus surpreendentes que moldam essas dinâmicas. O estudo conduzido pelo Sexlog, com mais de sete mil participantes, revela que quase metade dos entrevistados, especificamente 48%, considera o beijo na boca uma forma de traição, mesmo quando o parceiro tem total liberdade para transar com outras pessoas.

Beijo na boca é visto como conexão emocional, ultrapassando barreiras do sexo casual

Os dados da pesquisa indicam que, para 47% dos respondentes, o beijo se torna um tabu justamente por estar intimamente ligado à conexão emocional, algo que ultrapassa os limites do sexo casual. Gustavo Ferreira, head de marketing do Ysos, um aplicativo para marcar encontros, analisa essa tendência: "O que observamos atualmente é uma tentativa clara de separar o desejo físico do envolvimento emocional. Em muitos encontros casuais, as pessoas buscam viver a experiência, mas ainda estabelecem limites rigorosos sobre o que pode gerar vínculos mais profundos."

Essa separação entre desejo e emoção não é apenas teórica, mas se reflete em comportamentos práticos. A pesquisa aponta que 58% dos participantes já fizeram sexo sem beijar, e o principal motivo para essa escolha foi o veto imposto pelo parceiro fixo. Isso demonstra como, mesmo em relacionamentos abertos, há regras não escritas que priorizam a manutenção de certos aspectos da intimidade exclusiva.

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Regras inusitadas destacam complexidade dos relacionamentos liberais

As descobertas do estudo desafiam a noção simplista de que relacionamentos abertos são sinônimo de liberdade absoluta. Em vez disso, eles revelam uma complexa rede de acordos e limites que variam de casal para casal. O beijo na boca, muitas vezes visto como um ato mais inocente, acaba sendo colocado em uma posição de maior restrição do que o ato sexual em si, o que pode parecer paradoxal para quem está de fora.

Essas regras inusitadas não apenas refletem tentativas de proteger a conexão emocional primária, mas também mostram como os indivíduos negociam sua autonomia dentro de relacionamentos não monogâmicos. A pesquisa serve como um importante alerta sobre a diversidade de experiências e expectativas em relações abertas, destacando que, mesmo em contextos liberais, o tabu e o controle ainda desempenham papéis significativos.

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