Suspeita de hantavírus em ilha remota: britânico e espanhola são monitorados
Suspeita de hantavírus em ilha remota mobiliza Reino Unido e Espanha

A Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido informou que um passageiro britânico que viajou no navio MV Hondius e desembarcou na ilha remota de Tristão da Cunha, no Atlântico Sul, é suspeito de ter contraído hantavírus. O caso gerou alerta também na Espanha, onde uma mulher que esteve próxima ao homem durante a viagem apresenta sintomas compatíveis com a infecção.

Detalhes da viagem e desembarque

De acordo com informações divulgadas pela Reuters, o cruzeiro fez escala em Tristão da Cunha entre os dias 13 e 15 de abril. Durante a parada, parte dos passageiros desembarcou para participar de passeios ecológicos e visitar o comércio local da ilha, considerada a mais isolada do mundo entre as habitadas. Tristão da Cunha abriga cerca de 200 moradores e fica a mais de 2,4 mil quilômetros de Santa Helena, a localidade habitada mais próxima. O acesso é feito apenas por barco, em uma viagem que pode durar cerca de seis dias.

Caso na Espanha

Além do caso investigado no Reino Unido, autoridades da província de Alicante, no sudeste da Espanha, acompanham o quadro de uma mulher de 32 anos que apresentou sintomas respiratórios leves após a viagem. Ela foi internada e submetida a exames para hantavírus, cujos resultados devem sair em até 48 horas. Segundo o secretário de Estado da Saúde da Espanha, Javier Padilla, a mulher estava sentada duas fileiras atrás do passageiro britânico no cruzeiro. Apesar disso, ele afirmou que o contato entre os dois foi breve, já que o homem permaneceu pouco tempo a bordo. As autoridades de saúde da região de Valência iniciaram o rastreamento das pessoas que tiveram contato recente com a paciente, como medida preventiva enquanto aguardam a confirmação do diagnóstico.

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Transmissão do hantavírus

O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados. A infecção pode provocar desde sintomas leves até quadros graves, especialmente pulmonares. Nos casos associados ao MV Hondius, a suspeita é de que se trate da variante andina, considerada a única com transmissão de pessoa para pessoa já documentada.

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