Um alerta sério foi emitido pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC). A proliferação de doenças transmitidas por mosquitos no continente europeu deve se tornar a realidade permanente, o chamado 'novo normal'. O motivo direto é a chegada de períodos de calor mais prolongados e intensos à região.
Verão tradicional com ameaça intensificada
Embora o verão sempre tenha sido a estação propícia para os mosquitos, o que preocupa as autoridades agora é a escala do problema. Um aumento significativo nos casos de vírus do Nilo Ocidental, chikungunya e dengue já foi registrado em meados de 2025. Este cenário está deixando cientistas das áreas de saúde e clima em estado de alerta máximo.
O grande perigo, segundo os especialistas, é que essas enfermidades, todas potencialmente fatais, podem se tornar endêmicas na Europa. Isso significa que elas passariam a circular de forma constante na população, e não apenas em surtos isolados. A situação é agravada pelo fato de que, para nenhuma dessas três doenças, existe cura específica ou vacinas amplamente disponíveis.
Um problema familiar para os brasileiros
Enquanto a Europa se prepara para enfrentar essa nova e alarmante realidade, o Brasil convive com a ameaça dessas doenças há décadas. A dengue, a chikungunya e a zika (esta última também transmitida pelo mosquito Aedes aegypti) são velhas conhecidas da saúde pública brasileira, causando epidemias sazonais e sobrecarregando o sistema de saúde.
A experiência brasileira demonstra os desafios de controlar a proliferação do mosquito transmissor e de tratar os pacientes. A adaptação dos mosquitos a áreas urbanas e o impacto das mudanças climáticas, que ampliam as áreas geográficas com condições ideais para sua reprodução, são fatores comuns aos dois continentes.
O que isso significa para o futuro?
O alerta do ECDC serve como um sinal de alerta global. A mudança nos padrões climáticos não está apenas derretendo geleiras ou alterando estações; está também redesenhando o mapa de doenças infecciosas no planeta. Regões temperadas, antes relativamente protegidas, agora se veem vulneráveis a patologias típicas de climas tropicais.
A principal lição é a necessidade de investimento contínuo em:
- Vigilância epidemiológica: para detectar surtos rapidamente.
- Controle de vetores: combatendo a proliferação dos mosquitos.
- Pesquisa científica: para desenvolver tratamentos e vacinas.
- Conscientização pública: sobre medidas de prevenção individuais e coletivas.
O fenômeno observado na Europa reforça que, em um mundo interconectado e em aquecimento, a saúde pública é um desafio sem fronteiras. A luta contra o mosquito e as doenças que ele carrega exigirá cooperação internacional e estratégias adaptativas cada vez mais robustas.