Papa Leão XIV critica tratamento de imigrantes como 'piores que animais'
Papa critica tratamento de imigrantes como 'piores que animais'

O Papa Leão XIV fez declarações contundentes nesta quinta-feira (23) sobre a forma como os imigrantes são tratados globalmente. Durante o voo de volta a Roma, após uma visita pastoral de 11 dias a quatro países africanos, o pontífice afirmou que migrantes e refugiados que fogem da violência ou da pobreza são frequentemente considerados 'piores do que pets ou animais'. As declarações foram feitas a bordo do voo papal, que partiu de Malabo, capital da Guiné Equatorial.

Críticas às políticas de imigração

Leão, que já havia criticado as políticas de imigração linha-dura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu um tratamento humanitário aos imigrantes. 'Eles são seres humanos e temos que tratar os seres humanos de forma humanitária e não pior... do que pets ou animais', disse o papa aos jornalistas. Embora não tenha mencionado um país específico, suas palavras ecoam sua posição anterior contra as medidas restritivas de imigração adotadas por diversas nações.

Direito de controlar fronteiras

O papa também reconheceu o direito dos países de controlar suas fronteiras, mas fez um apelo às nações mais ricas para que ajudem a desenvolver as regiões de origem dos migrantes. 'O que os países mais ricos estão fazendo para mudar a situação dos países mais pobres?', questionou. 'E por que não podemos procurar... mudar a situação nesses países?', acrescentou, defendendo uma abordagem que ataque as causas da migração forçada.

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Posição sobre bênçãos a casais do mesmo sexo

Durante o mesmo voo, o pontífice afirmou que não pretende avançar além das medidas adotadas por seu antecessor, o Papa Francisco, em relação às bênçãos a casais do mesmo sexo. A declaração sinaliza uma continuidade na postura da Igreja Católica sobre o tema, que tem gerado debates internos e externos.

As declarações do Papa Leão XIV reforçam seu compromisso com uma abordagem humanitária em relação aos imigrantes, ao mesmo tempo em que busca equilibrar as preocupações de segurança nacional com os princípios cristãos de acolhimento.

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