Mãe salva filha de ataque brutal e luta por justiça contra feminicídio
Mãe salva filha de ataque brutal e luta por justiça

Jaderluce Anísio de Oliveira, de 53 anos, viveu um dos momentos mais aterrorizantes de sua vida no dia 6 de fevereiro, ao chegar em casa e encontrar sua filha Alana, de 20 anos, sendo brutalmente esfaqueada por um homem que ela havia rejeitado. A cena, descrita por ela como 'de filme de terror', ocorreu em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

O salvamento inesperado

Jaderluce, que trabalha como motorista de van escolar, conta que, naquele dia, deveria buscar uma criança na creche às 19h, mas a mãe da criança avisou que não precisaria mais. Essa coincidência permitiu que ela voltasse mais cedo para casa. 'Se não fosse por isso, teria encontrado apenas o corpo sem vida da minha filha', afirma.

Ao chegar, ouviu os gritos desesperados de Alana. Correu e empurrou o agressor com toda a força, enquanto pedia socorro. Vizinhos ajudaram e levaram Alana correndo ao hospital. O criminoso, Luiz Felipe Sampaio, de 22 anos, foi preso no mesmo dia.

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A recuperação de Alana

Mais de três meses após o ataque, Alana se recupera dos ferimentos e do trauma. Ela passou por três cirurgias e precisa de fisioterapia para recuperar o movimento de alguns dedos. Jaderluce dedica-se integralmente à recuperação da filha, que sonha em ser médica e sempre foi uma jovem estudiosa.

'Alana é uma jovem estudiosa, criada com muito amor. Ela sonha em ser médica e vem se dedicando aos estudos para alcançar esse objetivo', diz a mãe. Para melhorar a saúde mental, Alana começou a acompanhar a mãe na academia, onde o agressor a avistou pela primeira vez.

A perseguição e o ataque premeditado

O agressor começou a enviar presentes anônimos, como flores e chocolates, que Jaderluce e Alana jogavam fora. Ele também as seguiu nas redes sociais. Em mensagens, declarou-se a Alana, que respondeu educadamente, agradecendo e explicando que estava focada em seus estudos. O rapaz disse entender, mas não aceitou a rejeição.

Um dia antes do ataque, ele tentou invadir a casa pulando na garagem, mas foi impedido pela cadela da família, Morena. No dia seguinte, entrou por um buraco no telhado. Jaderluce suspeita que ele tenha drogado a cadela, que não reagiu. 'Não tive tempo de investigar isso, pois estava totalmente dedicada a salvar minha filha', explica.

A luta por justiça

Jaderluce transformou sua dor em uma voz ativa contra o feminicídio. 'Decidi me tornar uma pessoa mais ativa e vocal contra a violência que aflige as mulheres', afirma. Ela agora espalha alertas e denúncias, auxiliando outras mulheres que precisam de ajuda.

A batalha atual é para que Luiz Felipe Sampaio vá a júri popular e seja condenado. 'Espero que a justiça seja feita. Ao lutar pela minha filha, luto pelas mulheres', conclui Jaderluce.

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