Unicamp inaugura primeiro equipamento de IA e medicina nuclear para diagnóstico de câncer no SUS
Unicamp recebe 1º equipamento de IA para câncer no SUS

Unicamp inaugura primeiro equipamento de IA e medicina nuclear para diagnóstico de câncer no SUS

O Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) inaugurou, na tarde desta sexta-feira (10), uma nova área de medicina nuclear equipada com tecnologia inédita no Sistema Único de Saúde (SUS). O aparelho, um SPECT/CT-CZT, utiliza radioisótopos e inteligência artificial para realizar exames de diagnóstico de câncer com maior velocidade e precisão, marcando um avanço significativo na saúde pública brasileira.

Tecnologia pioneira no SUS

De acordo com o Ministério da Saúde, este tipo de equipamento, baseado em detectores de Cádmio-Zinco-Telúrio, ainda não estava disponível em nenhuma unidade do SUS, tornando o de Campinas o primeiro no país. A medicina nuclear, especialidade que emprega radiofármacos para diagnóstico e tratamento de doenças, especialmente o câncer, ganha assim uma ferramenta revolucionária.

Na prática, o aparelho permite gerar imagens de corpo inteiro em três dimensões (3D) com alto nível de detalhamento. A integração de inteligência artificial melhora a precisão dos exames e acelera o processo: o uso de radioisótopos ocorre até quatro vezes mais rápido do que nos aparelhos convencionais, conforme destacado pelo hospital.

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Benefícios para pacientes e sistema de saúde

Bárbara Amorim, coordenadora de Medicina Nuclear do HC, enfatizou os impactos positivos: "Isso traz um conforto muito grande para o paciente. Então, se a gente imaginar aqueles pacientes com dores, que precisavam, às vezes, levar mais de uma hora, às vezes até duas horas deitados, você conseguir fazer imagens mais rápidas ajuda muito, né? Isso vai te dar uma capacidade de atender muito mais pacientes também".

O equipamento instalado é o Sistema Veriton-CT 416 Digital SPECT/CT-CZT, adquirido por R$ 8,6 milhões. Os recursos vieram da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), da Unicamp e de emendas parlamentares, integrando o projeto CEPID CancerThera, sediado no Hemocentro da Unicamp.

Investimentos e adaptações necessárias

Para abrigar a nova tecnologia, foi necessário adaptar a área de medicina nuclear do hospital, com obras que totalizaram R$ 2,1 milhões em investimentos, também financiados pela Fapesp. Essa iniciativa reforça o compromisso com a inovação em saúde pública, potencializando o diagnóstico precoce e o tratamento do câncer no Brasil.

Com essa inauguração, a Unicamp se posiciona na vanguarda da medicina nuclear, oferecendo esperança e melhorias concretas para milhares de pacientes que dependem do SUS, enquanto impulsiona pesquisas e desenvolvimentos futuros na luta contra o câncer.

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