Cantora paraense Dona Onete, aos 86 anos, enfrenta cirurgia urgente em Belém após diagnóstico de pseudoaneurisma
A renomada cantora paraense Dona Onete, de 86 anos, conhecida como a "rainha do carimbó chamegado", passará por uma cirurgia nesta sexta-feira (20) em um hospital particular de Belém. O procedimento é necessário para tratar um pseudoaneurisma na perna, conforme divulgado pela equipe da artista. Inicialmente, acreditava-se que ela estava tratando uma infecção urinária, mas exames posteriores revelaram a condição vascular mais grave.
Internação prolongada e apelo por doações de sangue
Dona Onete está internada desde o dia 27 de fevereiro, e durante este período, já passou por transfusão de sangue devido à necessidade de reposição sanguínea para a cirurgia. A campanha nas redes sociais da artista fez um apelo urgente por doações, destacando que qualquer tipo sanguíneo é aceito. As doações podem ser realizadas no Instituto de Hematologia e Hemoterapia de Belém (IHBB), localizado no bairro do Marco.
Este não é o primeiro problema de saúde enfrentado pela cantora nos últimos anos. Em 2024, ela foi hospitalizada para tratar uma infecção urinária, e em 2022, passou por internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com um quadro de infecção pulmonar. A saúde frágil da artista, aliada à sua idade avançada, tem preocupado fãs e a comunidade artística.
Entendendo o pseudoaneurisma e seus riscos
O pseudoaneurisma é uma alteração vascular que ocorre quando há uma lesão na parede de uma artéria, fazendo com que o sangue forme uma espécie de bolsa ao redor do vaso. Esta condição pode causar:
- Dor intensa e inchaço na região afetada
- Risco de sangramento, que pode ser grave
- Necessidade de intervenção cirúrgica para correção
Entre as possíveis causas estão traumas, procedimentos médicos anteriores, infecções ou a fragilidade natural dos vasos sanguíneos, mais comum com o envelhecimento. O tratamento cirúrgico é essencial para prevenir complicações potencialmente fatais.
Trajetória artística e legado cultural
Dona Onete é uma das figuras mais importantes da música paraense, tendo iniciado sua carreira artística tardiamente, aos 73 anos. Sua música, que mistura carimbó, brega e ritmos amazônicos, conquistou projeção nacional e internacional. Suas letras, que abordam temas como amor, cotidiano e identidade regional, são reconhecidas como patrimônio imaterial do Pará.
Apesar dos desafios de saúde, a artista continua sendo um símbolo de resistência e vitalidade cultural. Seus fãs e a comunidade artística aguardam ansiosamente por notícias positivas sobre sua recuperação, enquanto mobilizam esforços para apoiá-la através das doações de sangue necessárias para o procedimento cirúrgico.



