Brasileira morre após cirurgias plásticas na Bolívia; família busca custear traslado
Brasileira morre após cirurgias plásticas na Bolívia

Brasileira morre após complicações em cirurgias plásticas na Bolívia

A paraense Krisley Poliana Vieira da Silva, de 36 anos, faleceu após passar por procedimentos de cirurgia plástica em uma clínica particular na Bolívia no início deste mês. A moradora de Itaituba, no Pará, havia viajado no final de março para Santa Cruz de la Sierra com o objetivo de realizar intervenções estéticas no país vizinho.

Complicações pós-operatórias levam à internação

Krisley foi internada após apresentar sérias complicações de saúde decorrentes das operações. A brasileira havia divulgado em suas redes sociais a conclusão da primeira cirurgia, uma mastopexia com prótese de silicone, mas posteriormente relatou problemas no pós-operatório. Em seu último vídeo publicado, ela escreveu que estava "tentando sobreviver" às consequências dos procedimentos.

Investigação policial e procedimentos legais

A polícia boliviana, através da FELCC (Força Especial de Luta Contra o Crime), já iniciou investigação sobre as causas da morte. Agentes foram até a clínica onde as cirurgias foram realizadas para recolher o corpo e dar início à apuração. O corpo foi encaminhado ao necrotério judicial de La Pampa de la Isla, onde médicos devem realizar uma autópsia para determinar o motivo exato do óbito.

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Família mobiliza recursos para repatriar o corpo

Como Krisley não tinha conhecidos na Bolívia, as autoridades aguardam a chegada dos familiares para liberar o corpo. A família organizou uma campanha de arrecadação para custear o traslado de volta para Itaituba, onde serão realizados o velório e o sepultamento. O Itamaraty confirmou estar ciente do caso e mantém contato com as autoridades locais e com a família, prestando a assistência consular necessária.

"Realização de um sonho" nas redes sociais

Nas redes sociais, onde se apresentava como cozinheira e garimpeira, Krisley compartilhava regularmente sua jornada em direção à "realização de um sonho". Ela postava atualizações sobre o deslocamento até a Bolívia, consultas médicas pré-operatórias e, finalmente, a realização da primeira cirurgia. Seu perfil mostrava uma mulher determinada a transformar sua aparência através dos procedimentos estéticos.

A tragédia serve como alerta sobre os riscos associados a cirurgias plásticas realizadas em outros países, especialmente quando há complicações médicas em locais onde o paciente não possui rede de apoio familiar ou conhecidos. A investigação boliviana continuará apurando as circunstâncias exatas que levaram à morte da brasileira.

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