Bolsonaro mantém evolução clínica, mas sem previsão de alta da UTI em Brasília
Bolsonaro sem previsão de alta da UTI em Brasília

Bolsonaro mantém evolução clínica, mas sem previsão de alta da UTI em Brasília

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) continua apresentando uma boa evolução clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, conforme boletim médico divulgado pelo hospital DF Star, em Brasília. No entanto, ele segue sem previsão de alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde está internado desde a última sexta-feira (13) para tratamento de uma pneumonia bacteriana bilateral.

Tratamento e perspectivas de recuperação

De acordo com o documento assinado pelos médicos Claudio Birolini, Brasil Caiado, Leandro Echenique, Antônio Paiva Fagundes e Alisson Borges, Bolsonaro permanece sob administração de antibióticos e recebe fisioterapia motora e respiratória. A equipe médica trabalha com a possibilidade de que o ex-presidente deixe a UTI até o final desta semana, conforme afirmou o cardiologista Brasil Caiado nesta quarta-feira.

"A prudência manda deixarmos lá [na UTI] para termos total segurança, mas acredito que pode ser, daqui para o final de semana", declarou Caiado. Ele destacou que Bolsonaro teve uma boa evolução após a administração de um terceiro antibiótico na madrugada de domingo (15).

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Uma tomografia realizada nesta quarta-feira mostrou uma melhora no pulmão direito, enquanto o esquerdo continua com comprometimento moderado. Inicialmente, após a internação, o médico Claudio Birolini havia classificado a situação como extremamente grave, alertando para os riscos de insuficiência respiratória.

Contexto da internação e pedidos de prisão domiciliar

Bolsonaro, que tem 70 anos e acumula problemas de saúde, foi preso no ano passado e cumpre pena no 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado após a derrota eleitoral de 2022.

A nova internação renovou a ofensiva da direita para que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), conceda a Bolsonaro a prisão domiciliar. Mais de 100 deputados da oposição e do centrão assinaram um pedido nesse sentido enviado ao juiz.

No entanto, o STF mantém a negativa ao benefício, apontando condições adequadas de tratamento no sistema prisional. Relatórios usados pela defesa para solicitar a prisão domiciliar expõem vínculos políticos e familiares entre integrantes da equipe médica de Bolsonaro, incluindo um primo de Caiado e profissionais com posições antipetistas.

Ao longo da semana, Bolsonaro apresentou melhoras significativas, com um boletim divulgado na última segunda-feira relatando recuperação das funções renais e dos marcadores inflamatórios. A equipe médica segue monitorando de perto sua condição, enfatizando a necessidade de cautela antes de qualquer transferência para fora da UTI.

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