Malafaia critica homenagem a Lula no Carnaval e ironia a evangélicos conservadores
Malafaia critica homenagem a Lula e ironia a evangélicos no Carnaval

Reação de Malafaia ao desfile que homenageou Lula na Sapucaí gera polêmica

O pastor evangélico Silas Malafaia divulgou um vídeo em seus canais nesta terça-feira, 17 de fevereiro de 2026, criticando duramente o desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último domingo, 15. Apesar da revolta da oposição ao governo, que acusa o samba-enredo de fazer propaganda eleitoral antecipada, a indignação do religioso foi focada especificamente na ala intitulada "Neoconservadores em conserva", que ironizou os evangélicos conservadores.

Críticas à ironia e defesa da fé cristã

Em seu vídeo, Malafaia expressou forte descontentamento com a representação feita pela escola de samba. "A escola, tentando denegrir os evangélicos, porque somos contra Lula, fundamentalistas, né? Debochando da nossa fé porque acreditamos na família 'homem, mulher e sua prole'", afirmou o pastor. Ele questionou como um verdadeiro cristão poderia apoiar Lula por paixão política, negando assim os fundamentos de sua própria fé.

Malafaia iniciou sua mensagem com um apelo direto: "Acorda, povo evangélico. O Carnaval provou mais uma vez de que lado Lula está". Na ala em questão, foliões desfilaram fantasiados de latas com o rótulo "Família em Conserva", uma clara referência satírica aos valores tradicionais defendidos por grupos conservadores.

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Contexto do desfile e acusações de campanha antecipada

O desfile da Acadêmicos de Niterói celebrou a trajetória de vida do presidente Lula, desde sua infância em Garanhuns, Pernambuco. Por se tratar de um ano eleitoral e com o petista já confirmado como candidato à reeleição, a oposição moveu ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para impedir o desfile, alegando campanha antecipada. No entanto, o TSE negou os pedidos, permitindo que a homenagem prosseguisse.

Malafaia também comentou sobre a situação eleitoral, comparando-a com a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro. "Lula vai ficar inelegível? Isso é coisa pra direita, que é contra essa lambança que está aí", disse ele, lembrando que Bolsonaro foi sancionado duas vezes pelo TSE por ataques ao sistema eleitoral e uso indevido de eventos públicos para campanha.

Chamado para manifestação e ampliação do debate

Além de suas críticas, Malafaia convocou seus apoiadores para uma manifestação da direita marcada para o dia 1º de março, na Avenida Paulista. O ato pedirá a saída de Lula e do ministro Alexandre de Moraes, além de mirar o ministro Dias Toffoli devido à sua atuação no inquérito do Banco Master.

Este episódio destaca as tensões entre cultura, política e religião no Brasil, especialmente em períodos eleitorais. A reação de Malafaia reflete um descontentamento mais amplo entre setores conservadores com representações públicas que consideram ofensivas, enquanto a escola de samba defende sua liberdade criativa e expressão artística.

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