Moraes proíbe drones perto da residência de Bolsonaro e PM pede ampliação do perímetro
Moraes proíbe drones perto de casa de Bolsonaro; PM pede ampliação

Ministro do STF proíbe drones nas proximidades da residência de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a proibição de voos de drones nas imediações da casa onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília. A medida foi estabelecida no último sábado (28), estabelecendo um raio de restrição de 100 metros ao redor do imóvel.

Polícia Militar solicita ampliação do perímetro de segurança

Nesta quarta-feira (1°), a Polícia Militar do Distrito Federal encaminhou um ofício ao ministro Moraes solicitando a ampliação da área de restrição. A corporação argumenta que o raio atual de 100 metros é "insuficiente para garantir a plena eficácia da medida protetiva" e sugere a expansão do perímetro para um quilômetro.

O documento foi assinado por Allenson Nascimento Lopes, comandante do 19º Batalhão e subdiretor do Núcleo de Custódia da PM-DF. Na justificativa, a PM destacou que "a evolução tecnológica das aeronaves remotamente pilotadas permite, atualmente, a captação de imagens e dados com elevada resolução e alcance", inclusive a distâncias significativamente superiores ao limite fixado.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Preocupação com a efetividade das medidas de segurança

A solicitação da Polícia Militar busca o aperfeiçoamento técnico-operacional das medidas de segurança já estabelecidas pelo STF. A corporação enfatizou que a ampliação do perímetro visa "assegurar maior efetividade à tutela já estabelecida por essa Corte", referindo-se à proteção judicial concedida.

O pedido ocorre no contexto em que Bolsonaro, que recentemente recebeu alta médica, retornou à sua residência para cumprir a prisão domiciliar temporária determinada pela Justiça. A medida restritiva de voos de drones integra o conjunto de precauções adotadas para garantir o cumprimento das condições impostas ao ex-presidente.

A decisão de Moraes e a subsequente solicitação da PM-DF refletem as crescentes preocupações com a utilização de tecnologia de vigilância em áreas sensíveis, especialmente em torno de figuras públicas sujeitas a medidas judiciais restritivas. O caso destaca os desafios enfrentados pelas autoridades na adaptação de protocolos de segurança à evolução tecnológica contemporânea.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar