Justiça suspende leilão da mansão de Ana Hickmann após recurso da apresentadora
Justiça suspende leilão da mansão de Ana Hickmann

Justiça suspende leilão da mansão de Ana Hickmann após recurso da apresentadora

A Justiça de São Paulo determinou, nesta quarta-feira (25), a suspensão do leilão da mansão da apresentadora Ana Hickmann e do seu ex-marido, Alexandre Corrêa, localizada em Itu, no interior do estado. A decisão foi proferida pelo juiz Guilherme Madeira Dezem, que atendeu a um recurso apresentado pela defesa de Ana Hickmann, conhecido como "embargos de terceiro".

O que são embargos de terceiro?

Os embargos de terceiro são um instrumento jurídico utilizado para proteger bens de indivíduos que não são partes oficiais em um processo, mas que são diretamente afetados por uma decisão judicial. No caso específico, Ana Hickmann recorreu a essa medida com o objetivo de impedir que a sua parte na propriedade seja utilizada para quitar dívidas contraídas exclusivamente pelo ex-marido, Alexandre Corrêa.

Com a suspensão determinada pela Justiça, todo o processo de execução da dívida foi interrompido. Isso significa que nenhum ato de venda do imóvel, incluindo o leilão que estava programado, poderá ocorrer até que o recurso da apresentadora seja devidamente analisado e julgado. Inclusive, a mansão já foi removida da página de leilões onde estava sendo anunciada.

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Histórico da venda e disputa pelo imóvel

Antes da tentativa de leilão, a mansão chegou a ser listada por uma imobiliária no valor de R$ 40 milhões, com a intenção de liquidar as dívidas do casal. No entanto, essa venda foi interrompida a pedido da defesa de Alexandre Corrêa, que alegou não ter sido consultado previamente sobre a transação.

Posteriormente, a Justiça determinou a realização de um leilão judicial, estabelecendo que o comprador deveria pagar o valor à vista e arcar com uma comissão de 5% do leiloeiro. A defesa de Ana Hickmann contestou essa decisão, argumentando que a dívida foi contraída unicamente pelo ex-marido e questionando o uso de um imóvel avaliado em R$ 35 milhões como garantia para um débito de aproximadamente R$ 700 mil, o que considerou um "excesso de garantias".

Por outro lado, a defesa de Alexandre Corrêa, representada pelo advogado Enio Murad, afirma que a dívida é legítima e que seu valor atualizado ultrapassa R$ 900 mil. Murad nega a alegação de excesso de garantias, argumentando que as dívidas totais do ex-casal superam R$ 40 milhões e que a mansão já possui mais de dez penhoras registradas.

Contexto do divórcio e violência doméstica

A disputa judicial pela mansão ocorre em meio ao processo de divórcio do casal, que teve início após Ana Hickmann denunciar Alexandre Corrêa por violência doméstica em novembro de 2023. Este contexto acrescenta uma camada adicional de complexidade ao caso, envolvendo questões pessoais e legais que estão entrelaçadas.

O g1 tentou contato com as defesas de Ana Hickmann e Alexandre Corrêa para obter comentários sobre a suspensão do leilão, mas não recebeu respostas até o momento da publicação desta reportagem. A mansão, situada em um condomínio de luxo em Itu, continua no centro das atenções, com seu futuro dependendo do desfecho dos recursos judiciais.

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