Toffoli afirma ter deferido todas as medidas da PF e PGR no caso Banco Master
Toffoli: deferi todas medidas da PF e PGR no Banco Master

Ministro do STF detalha atuação em investigação do Banco Master

O gabinete do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou uma nota oficial nesta sexta-feira, 6 de março de 2026, apresentando um histórico completo de sua atuação como relator do inquérito envolvendo o Banco Master. No documento extenso, o magistrado afirma categoricamente que todas as decisões tomadas durante o período em que esteve à frente do caso seguiram rigorosamente os pedidos apresentados pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.

Decisões baseadas em solicitações formais

"Desde que assumi a relatoria da operação Compliance Zero até deixar a relatoria, deferi todas as medidas requeridas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República", declarou Toffoli na nota oficial. O texto apresenta uma cronologia detalhada da tramitação dos processos entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, período durante o qual o ministro foi responsável pelos autos no Supremo Tribunal Federal.

Segundo as informações divulgadas, nesse intervalo foram autorizadas diversas diligências investigativas importantes, incluindo:

  • Quebras de sigilo bancário e fiscal
  • Buscas e apreensões em endereços relacionados aos investigados
  • Bloqueios de bens e ativos financeiros
  • Prisões temporárias de pessoas envolvidas na investigação

Medidas de grande impacto financeiro

De acordo com a nota oficial do ministro, uma das decisões mais significativas determinou o bloqueio e o sequestro de bens que totalizariam mais de R$ 2 bilhões em valor. Além disso, Toffoli autorizou centenas de quebras de sigilo relacionadas aos investigados na Operação Compliance Zero, demonstrando a amplitude das medidas adotadas durante sua relatoria.

O ministro enfatizou que as investigações transcorreram normalmente durante todo o período de sua atuação como relator, sem que nenhuma medida judicial comprometesse o andamento regular do caso. "As investigações continuaram a ser realizadas normalmente e de forma regular, sem prejuízo da apuração dos fatos", afirmou Toffoli no documento.

Contexto de questionamentos

A manifestação pública ocorre em meio a diversos questionamentos sobre a condução do magistrado em relação ao caso no STF e supostas tentativas de blindagem de investigados. Toffoli utilizou a nota para rebater essas alegações, sustentando que todas as decisões tomadas no período foram baseadas exclusivamente em solicitações formais dos órgãos de investigação e que a supervisão judicial ocorreu dentro dos parâmetros legais estabelecidos.

O ministro ainda ressaltou que não acolheu pedidos de nulidade apresentados ao longo da investigação, mantendo o rigor processual necessário para o avanço das apurações. Esta declaração pública segue outra revelação feita pelo próprio Toffoli mais cedo, quando divulgou que não teve acesso ao material apreendido nos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro e de outros investigados enquanto foi relator da investigação sobre o Banco Master.

A nota do gabinete do ministro representa uma defesa detalhada de sua atuação, apresentando documentos e cronologia específica para demonstrar que todas as medidas adotadas durante sua relatoria seguiram estritamente as solicitações dos órgãos investigativos, sem prejuízo para o andamento das apurações sobre o Banco Master.