STF estabelece limite de 35% para penduricalhos no Judiciário e MP
STF limita penduricalhos a 35% do teto salarial

Supremo Tribunal Federal impõe limite de 35% para penduricalhos no setor público

Em decisão histórica, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta quarta-feira, 25 de março de 2026, que as verbas indenizatórias, popularmente conhecidas como penduricalhos, de membros do Judiciário e do Ministério Público sejam limitadas a 35% do teto salarial constitucional. Esta medida visa conter os gastos públicos e estabelecer um padrão mais equitativo de remuneração no serviço público brasileiro.

Detalhes da decisão e teto salarial

O teto salarial é calculado com base no salário dos ministros do STF, que atualmente está fixado em 46,3 mil reais. Com a nova regra, os penduricalhos não poderão ultrapassar 35% desse valor, o que representa uma redução significativa em comparação com práticas anteriores. A decisão foi unânime entre os ministros, seguindo um voto conjunto apresentado pelos relatores das ações: Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes.

Validade da medida e papel do Congresso

A limitação estabelecida pelo STF tem caráter provisório e permanecerá em vigor até que o Congresso Nacional edite uma lei específica sobre o tema. Isso coloca pressão sobre os legisladores para que regulamentem de forma definitiva as verbas indenizatórias, garantindo transparência e controle nos gastos públicos. A expectativa é que essa ação do Supremo acelere o processo legislativo e promova uma maior fiscalização.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Impacto no Judiciário e Ministério Público

A decisão afeta diretamente servidores do Judiciário e do Ministério Público, setores que historicamente acumularam benefícios adicionais além dos salários base. Entre os pontos destacados estão:

  • Redução de despesas com penduricalhos, contribuindo para a austeridade fiscal.
  • Estabelecimento de um limite claro que pode servir de modelo para outros órgãos públicos.
  • Maior equidade salarial, evitando disparidades excessivas na remuneração.

Esta medida reflete um esforço contínuo do STF em promover reformas que alinhem as práticas administrativas com princípios constitucionais de eficiência e moralidade.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar