Senado aprova projeto que proíbe compra de imóveis com dinheiro em espécie
Senado proíbe compra de imóveis com dinheiro em espécie

Senado aprova projeto que proíbe compra de imóveis com dinheiro em espécie

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou, nesta quarta-feira, um projeto de lei que proíbe a utilização de dinheiro em espécie em transações imobiliárias, como compra e venda de imóveis. A medida, que tramita em caráter terminativo, agora segue para votação na Câmara dos Deputados, representando um passo significativo no combate à lavagem de dinheiro no setor imobiliário.

Combate à lavagem de dinheiro

O senador Oriovisto Guimarães, autor da proposta, destacou que "uma das principais maneiras de lavar dinheiro é a compra de imóveis com malas de dinheiro". Ele enfatizou que, com a nova legislação, nenhum cartório poderá realizar escrituras utilizando dinheiro vivo, tornando as transações mais transparentes e rastreáveis. "É um verdadeiro absurdo que facilita a ocultação de recursos sem origem lícita. Agora o dinheiro terá que ser rastreável", afirmou Guimarães.

Penalidades e regulamentações adicionais

O relator do projeto acatou uma emenda que estabelece penalidades rigorosas para o descumprimento da lei. Os infratores estarão sujeitos à apreensão dos valores envolvidos e, em casos mais graves, ao confisco do dinheiro. Além disso, a proposta determina que o Conselho Monetário Nacional crie limites específicos para operações com dinheiro vivo intermediadas por bancos e instituições financeiras, incluindo o pagamento de boletos.

Impacto no mercado imobiliário

A proibição do uso de dinheiro em espécie em transações imobiliárias visa aumentar a segurança e a transparência no setor. Especialistas acreditam que a medida pode:

  • Reduzir significativamente as oportunidades para lavagem de dinheiro.
  • Fortalecer a fiscalização sobre movimentações financeiras suspeitas.
  • Promover um ambiente mais seguro para investidores e compradores.

Com a aprovação na CCJ, o projeto agora aguarda a análise dos deputados, que deverão avaliar seu impacto e possíveis ajustes antes de uma votação final. A expectativa é que a medida contribua para um mercado imobiliário mais íntegro e regulado em todo o país.