Moraes mantém caso das joias vivo ao pedir análise sobre advogado de Bolsonaro
Moraes pede análise sobre advogado de Bolsonaro no caso das joias

Decisão de Moraes mantém investigação do caso das joias em andamento

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, tomou uma decisão crucial nesta quinta-feira, 19 de março de 2026, que mantém vivo o polêmico caso das joias. Ele abriu prazo para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste especificamente sobre a participação do advogado Frederick Wassef, aliado de primeira hora do ex-presidente Jair Bolsonaro.

PGR havia pedido arquivamento, mas análise de Wassef ficou de fora

Embora a PGR tenha solicitado o arquivamento definitivo do caso, alegando falta de legislação clara sobre o destino de presentes recebidos por presidentes em exercício, o parecer do órgão não analisou a atuação de Wassef. Em sua decisão, Moraes destacou essa lacuna e determinou que a PGR examine o material encaminhado pela Polícia Federal relacionado ao advogado.

O trecho da decisão ministerial é claro: "A Procuradoria-Geral da República promoveu o arquivamento da presente petição. Contudo, não houve manifestação Ministerial quanto ao citado material encaminhado pela Polícia Federal relativo ao investigado Frederick Wassef". O material em questão inclui quebras de sigilo dos celulares de Wassef, obtidas durante as investigações.

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Papel de Wassef na recompra de relógio Rolex

As investigações da Polícia Federal apontaram que Frederick Wassef teria recomprado um relógio da marca Rolex, um dos presentes de alto valor recebidos por Bolsonaro durante seu mandato e posteriormente vendido. O objetivo seria resgatar o item e trazê-lo de volta ao Brasil. Wassef, por sua vez, defendeu-se afirmando que utilizou recursos próprios para a transação, quando começou a ser investigado.

A PGR argumenta que não existe uma legislação explícita determinando se presentes recebidos por um presidente pertencem ao seu acervo particular ou devem ser integrados aos bens do estado. No entanto, o pedido de arquivamento precisa passar pelo crivo de Moraes, que é o ministro relator e preside a investigação.

Próximos passos e impacto do caso

Após a manifestação da PGR sobre a participação de Wassef, o caso retornará ao gabinete de Alexandre de Moraes, que terá a última palavra sobre o desfecho desta investigação. É importante ressaltar que o caso das joias, envolvendo suspeitas de venda de presentes de alto valor recebidos por Bolsonaro, Mauro Cid e aliados, serviu como ponto de partida para outras investigações sensíveis relacionadas ao clã Bolsonaro.

A decisão de Moraes, portanto, não apenas mantém o caso ativo, mas também reforça a necessidade de uma análise minuciosa sobre o papel de figuras-chave como Frederick Wassef, garantindo que todos os aspectos sejam devidamente examinados antes de qualquer conclusão definitiva.

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