Ex-primeira-dama intensifica pressão por transferência de Bolsonaro para casa
Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama do Brasil, está mobilizando esforços para um novo encontro com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. O objetivo central é solicitar pessoalmente que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpra sua pena em regime domiciliar, alegando graves riscos à saúde do marido.
Riscos médicos e argumentos da defesa
Segundo aliados próximos ao ex-presidente, Michelle pretende relatar diretamente a Moraes que Bolsonaro não pode permanecer sozinho durante a noite devido ao perigo iminente de broncoaspiração. A condição é agravada pelos soluços crônicos que ele enfrenta desde o atentado sofrido durante a campanha presidencial de 2018, os quais levaram à atual internação por broncopneumonia bacteriana.
A equipe médica que acompanha o caso alertou que, se o socorro tivesse sido realizado aproximadamente uma hora mais tarde, o ex-presidente poderia ter falecido durante o episódio de saúde ocorrido na sexta-feira, dia 13 de março. Bolsonaro permanece internado em um hospital particular na capital federal, apresentando melhora nos pulmões, mas sem previsão concreta de alta médica.
Encontro de Flávio Bolsonaro e novo pedido formal
Na noite de terça-feira, dia 17 de março, o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente e pré-candidato à presidência, reuniu-se com o ministro Alexandre de Moraes acompanhado do advogado Paulo Cunha Bueno. Flávio descreveu o encontro como uma conversa objetiva, na qual expuseram preocupações e fundamentos para reiterar o pedido de prisão domiciliar humanitária.
O senador enfatizou que o quadro de saúde de seu pai tende a deteriorar-se significativamente caso ele continue preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, localizado próximo ao Complexo Penitenciário da Papuda. A defesa de Bolsonaro apresentou formalmente ao STF um novo requerimento nesse sentido, argumentando que a internação hospitalar emergencial das últimas semanas demonstra um agravamento clínico preocupante.
Contexto no Supremo e precedentes
Os advogados sustentam que a estrutura da Papudinha é absolutamente incompatível com a preservação da saúde e integridade física do ex-presidente, podendo levar a intercorrências fatais. A recente internação reacendeu articulações dentro do Supremo Tribunal Federal para que Moraes autorize a transferência para o regime domiciliar.
Pelo menos dois ministros alinhados com Moraes dedicam-se a esse esforço de convencimento, iniciado ainda no ano passado. Em janeiro, Michelle já havia sido recebida pelo ministro em seu gabinete, onde questionou sobre a possibilidade de conceder a Bolsonaro o mesmo benefício outorgado ao ex-presidente Fernando Collor, que obteve prisão domiciliar humanitária após diagnóstico de Parkinson e risco de quedas.
A situação permanece em análise, com a saúde de Jair Bolsonaro como ponto central do debate jurídico e humanitário.



