Ministro do STF destaca responsabilidade judicial em palestra na OAB do Rio de Janeiro
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu uma palestra nesta sexta-feira, 20 de março de 2026, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro, onde abordou temas centrais sobre a função judiciária no país. Durante sua exposição, Mendonça, que atua como relator das investigações envolvendo o Banco Master no Supremo, enfatizou que "o papel de um bom juiz não é ser estrela", mas sim assumir com humildade a responsabilidade de julgar.
Reflexões sobre a atuação no Supremo Tribunal Federal
Em suas declarações, o ministro destacou que os magistrados devem reconhecer suas próprias limitações, afirmando que "não somos perfeitos". Sem fazer referência direta ao processo do Banco Master, Mendonça deixou claro que não possui "a pretensão de ser salvador de nada", reforçando uma postura de moderação e equilíbrio na condução dos casos sob sua relatoria.
O ministro explicou que seu principal desafio em qualquer processo é entender o que é certo, decidir de modo correto e agir pelos motivos apropriados. "Meu grande desafio, em qualquer processo, é entender o que é certo, decidir de modo certo e fazer isso pelos motivos certos, ou seja, simplesmente pelo dever de fazer o certo", afirmou Mendonça durante a palestra.
Responsabilidades e deveres no exercício da magistratura
André Mendonça também ressaltou que a cadeira no STF carrega "mais responsabilidade e deveres do que prerrogativas e poderes". Ele defendeu que a justiça deve ser aplicada de forma imparcial, independentemente de interesses individuais ou coletivos. "O certo é certo, independe dos interesses das pessoas, individuais, de um grupo ou de uma maioria", declarou o ministro, reforçando o princípio da isonomia perante a lei.
Em um momento de reflexão sobre coragem na tomada de decisões, Mendonça afirmou que vale a pena fazer o certo mesmo diante de adversidades. "É preciso acreditar que vale a pena fazer o certo, porque quando a gente faz o certo a gente perde oportunidades, a gente tem portas fechadas, a gente tem incompreensões, mas outras portas se abrem", ponderou o ministro, destacando a importância da tranquilidade e paz interior para decisões judiciais assertivas.
O evento na OAB-RJ reuniu profissionais do direito e estudantes, proporcionando um espaço de diálogo sobre os desafios contemporâneos do Poder Judiciário brasileiro. As palavras de Mendonça ecoam em um momento de intenso debate público sobre o papel das instituições judiciais e a transparência nos processos de grande repercussão nacional.



