Novo presidente do Cidadania enfrenta crise interna com declaração firme sobre comando partidário
Em meio a uma intensa disputa judicial pelo controle do partido, o deputado federal Alex Manente, recém-eleito para presidir o Cidadania, adotou um tom de firmeza ao comentar o racha interno que divide a legenda. O político, que também é candidato à prefeitura de São Bernardo do Campo, afirmou categoricamente que não existem dois presidentes dentro de uma mesma agremiação partidária, buscando encerrar as controvérsias que envolvem o comando da sigla.
Disputa judicial coloca ex-dirigente contra nova liderança
A declaração de Manente ocorre em um contexto de batalha legal pelo controle do Cidadania, que opõe Roberto Freire, ex-presidente do partido, a Comte Bittencourt, presidente eleito em 2023, e ao próprio Manente, eleito para assumir a presidência na semana passada. O novo dirigente defende que o resultado da eleição partidária é incontestável, pois teria sido realizado por meio de um Congresso Nacional Partidário regularmente convocado pela direção legítima da legenda.
"Não existem 'dois congressos' nem 'dois presidentes' no Cidadania", afirmou Manente em comunicado oficial. "Eventuais reuniões promovidas por um grupo dissidente não possuem qualquer efeito institucional. Trata-se de uma iniciativa restrita a um grupo minoritário que, após sucessivas decisões judiciais contrárias às suas teses, tenta produzir narrativas políticas sem respaldo jurídico ou estatutário", completou o político.
Legitimidade do Congresso partidário é defendida com base em aspectos jurídicos
De acordo com o novo presidente do Cidadania, o Congresso que o elegeu foi conduzido pelo presidente reconhecido pela Justiça e realizado com observância integral do estatuto partidário e da legislação aplicável. Manente rebateu a afirmação de que a situação estaria "sub judice" em relação ao Congresso realizado, destacando que não há qualquer decisão judicial suspendendo ou questionando sua validade.
"As tentativas de impedir sua realização foram rejeitadas pelas instâncias competentes", argumentou Manente. "O único tema ainda em discussão judicial refere-se a pontos específicos da composição anterior da Executiva, matéria que não interfere na legitimidade do Congresso realizado", esclareceu o deputado federal, buscando separar questões administrativas do processo eleitoral partidário.
Contexto político marca transição conturbada no Cidadania
A eleição de Alex Manente para a presidência do Cidadania ocorreu em um momento delicado para o partido, que enfrenta desafios de unificação interna enquanto prepara campanhas eleitorais municipais. A disputa com Roberto Freire, figura histórica da legenda, revela tensões que podem impactar a atuação política do Cidadania nos próximos meses.
Analistas políticos observam que a firmeza nas declarações de Manente busca estabelecer uma nova liderança incontestável, mas o desfecho da batalha judicial ainda pode trazer reviravoltas. O partido, que tem buscado se reposicionar no cenário político nacional, agora precisa administrar conflitos internos enquanto mantém sua agenda pública.
