Haddad enfrenta desafio eleitoral em São Paulo com alta taxa de rejeição
Um levantamento recente do Paraná Pesquisas sobre a disputa pelo governo de São Paulo expõe a árdua tarefa que aguarda o ex-ministro da Fazenda e pré-candidato Fernando Haddad (PT). A pesquisa, divulgada nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026, indica que Haddad possui a maior rejeição entre os nomes testados, um obstáculo significativo em sua campanha para conquistar o eleitorado paulista.
Números da rejeição mostram cenário desafiador para o petista
De acordo com os dados coletados, 42,9% dos entrevistados afirmaram que não votariam de jeito nenhum em Fernando Haddad. Essa porcentagem supera a rejeição de outros pré-candidatos, como o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que registra 27,2%, Kim Kataguiri (Missão), com 17,5%, e Paulo Serra (PSDB), com 17,3%. Apenas 6,9% dos eleitores disseram que poderiam votar em todos os candidatos, enquanto 10,2% não souberam ou não opinaram.
Esses números destacam a necessidade urgente de Haddad em reverter sua imagem negativa perante o eleitorado, uma vez que a alta rejeição pode comprometer suas chances de avançar para um eventual segundo turno. O petista terá que trabalhar intensamente para ampliar sua base de apoio e convencer os indecisos, em um estado tradicionalmente diverso e competitivo.
Tarcísio lidera com vantagem e mira reeleição no primeiro turno
Enquanto isso, o governador Tarcísio de Freitas aparece em posição de destaque, liderando com folga nas intenções de voto e buscando a reeleição já no primeiro turno. Sua rejeição, embora presente, é consideravelmente menor que a de Haddad, o que pode facilitar sua campanha e consolidar seu apoio entre os eleitores paulistas.
A pesquisa do Paraná Pesquisas foi realizada com 1.600 eleitores do estado de São Paulo, entre os dias 11 e 14 de abril. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O protocolo de registro na Justiça Eleitoral é SP-00378/2026, garantindo a transparência e a credibilidade do levantamento.
O cenário político em São Paulo promete ser acirrado, com Haddad precisando superar sua própria rejeição e Tarcísio aproveitando sua liderança para assegurar a continuidade no governo. A campanha eleitoral deve se intensificar nos próximos meses, com debates e propostas que definirão o rumo do estado mais populoso do Brasil.



