Gilmar Mendes critica métodos da PF, mas vota pela manutenção da prisão de Daniel Vorcaro
Gilmar critica PF, mas vota para manter prisão de Vorcaro

Ministro do STF vota pela continuidade da prisão de Daniel Vorcaro

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, votou nesta sexta-feira para manter a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e de outros dois investigados detidos na Operação Compliance Zero. A decisão ocorreu durante sessão da Segunda Turma da corte, que registrou placar unânime de quatro votos a zero pela permanência da medida cautelar.

Críticas à atuação da Polícia Federal

Em seu voto, Gilmar Mendes fez duras críticas à representação da Polícia Federal que fundamentou a prisão de Vorcaro. O ministro afirmou que a PF "lança mão de presunções e realiza verdadeiros saltos argumentativos" para justificar a necessidade da custódia do banqueiro. Ele também destacou que "é possível enxergar no caso concreto tristes reminiscências dos métodos e expedientes lavajatistas que este Tribunal tem tido grande trabalho em coibir", em referência à Operação Lava Jato, da qual sempre foi crítico.

Consenso na Segunda Turma do STF

Apesar das ressalvas quanto aos métodos investigativos, Gilmar Mendes concordou com o relator do caso, ministro André Mendonça, sobre a necessidade de manter a prisão preventiva. Os ministros Luiz Fux e Nunes Marques também acompanharam o voto do relator, formando a maioria unânime. O ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito para analisar o processo e não participou da decisão.

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A Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, investiga supostas irregularidades financeiras e crimes contra o sistema financeiro nacional. A manutenção da prisão de Vorcaro e dos outros dois investigados reforça a posição do STF sobre a aplicação de medidas cautelares em casos de alto impacto econômico e com riscos à ordem pública.

O julgamento na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal demonstra a complexidade do caso, que envolve análises sobre a legalidade das provas coletadas e a proporcionalidade das medidas restritivas de liberdade. A decisão unânime, mesmo com críticas pontuais, indica convergência entre os ministros sobre a gravidade das acusações e a necessidade de garantir o andamento das investigações.

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