CPMI do INSS rejeita relatório que pedia indiciamento de Lulinha e encerra atividades
CPMI do INSS rejeita relatório que pedia indiciamento de Lulinha

CPMI do INSS encerra atividades sem aprovar relatório que pedia prisão de Lulinha

Na madrugada deste sábado, 28 de março de 2026, a base aliada ao governo impôs uma significativa derrota à oposição na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Por 19 votos contrários e apenas 12 a favor, o colegiado rejeitou de forma categórica o relatório final apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar, representante do estado de Alagoas pela União Brasil.

Conteúdo polêmico do documento rejeitado

O texto elaborado pelo parlamentar da oposição era extremamente abrangente e controverso. Ele previa o indiciamento de nada menos que 216 pessoas envolvidas nas investigações sobre supostas fraudes no INSS. Entre as medidas mais drásticas propostas, destacava-se o pedido de prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, popularmente conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Após intensa articulação política conduzida nos últimos dias para garantir a maioria governista entre os titulares da comissão, a CPMI encerrou suas atividades deliberativas sem a aprovação do relatório do deputado Alfredo Gaspar e, consequentemente, sem a adoção de qualquer texto final que pudesse ser encaminhado às autoridades competentes.

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Relatório alternativo da base governista nem chegou a ser votado

É importante destacar que a contraproposta articulada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e demais parlamentares da base governista sequer chegou a ser pautada para debate e votação. Esse relatório alternativo, que possuía um enfoque completamente diferente, pedia o indiciamento de aproximadamente 130 pessoas.

O principal alvo deste documento era o ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem o texto responsabilizava diretamente pela desestruturação dos mecanismos de controle que, segundo os autores, permitiu a ocorrência de fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas do INSS.

Encerramento tumultuado da sessão

Logo após a derrubada do parecer da relatoria, o presidente do colegiado, senador Carlos Viana do Podemos de Minas Gerais, decidiu dar a sessão por encerrada. A senadora Eliziane Gama do Partido Social Democrático do Maranhão ainda tentou emplacar uma questão de ordem para forçar a apreciação do texto governista.

Entretanto, o pedido não foi acatado pela presidência da comissão, que não indicou ninguém para ler a versão alternativa, consolidando assim o fim dos trabalhos sem a produção de um documento oficial aprovado.

Prazo do STF pressiona encaminhamento das investigações

Pressionada pelo prazo final estipulado por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que barrou categoricamente a prorrogação dos trabalhos da comissão, a CPMI agora encaminhará as cópias do relatório rejeitado e de todos os documentos colhidos durante as investigações diretamente para instituições competentes.

Entre os órgãos que receberão o material estão a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, que terão a responsabilidade de dar seguimento às investigações criminais relacionadas às supostas irregularidades no INSS, com base nas evidências coletadas durante os trabalhos parlamentares.

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