Comissão do INSS solicita dados financeiros de filho do presidente Lula ao órgão de controle
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) encaminhou solicitação formal ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para obtenção de informações financeiras detalhadas sobre Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. O pedido inclui a quebra de sigilo bancário e fiscal, além do Relatório de Inteligência Financeira (RIF) referente ao investigado.
Prazo estabelecido e formalização do processo
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, representante do Podemos por Minas Gerais, confirmou que o Ofício número 1978/2026 foi expedido no mesmo dia da deliberação da comissão, estabelecendo um prazo rigoroso de cinco dias úteis para que o Coaf encaminhe todas as informações solicitadas. A fundamentação legal do pedido baseia-se no artigo 58, parágrafo 3º da Constituição Federal e no Regimento Interno do Senado Federal, garantindo a legalidade do procedimento.
"Todos os requerimentos aprovados foram formalizados e encaminhados ainda ontem, sem qualquer atraso ou postergação", afirmou o parlamentar em comunicado oficial. "A CPMI cumpre rigorosamente suas decisões e seguirá executando cada medida aprovada pelo colegiado, com transparência, responsabilidade e estrita observância legal", complementou Viana, reforçando o compromisso com o devido processo legal.
Cenário de tensão durante a aprovação
A aprovação da quebra de sigilos do filho do presidente Lula ocorreu em meio a um ambiente conturbado durante a sessão da comissão parlamentar na manhã de quinta-feira. Relatos indicam discussões acaloradas e até mesmo troca de empurros entre parlamentares, evidenciando a polarização política em torno do tema. A base aliada do governo federal acusou o comando da CPMI de realizar uma manobra para garantir a aprovação dos requerimentos, incluindo os pedidos direcionados a Lulinha.
Em entrevista coletiva realizada após os incidentes, o senador Carlos Viana minimizou a confusão, classificando-a como "movimentação de contrariedade" e garantindo que nenhum participante saiu machucado do confronto. "Ninguém saiu machucado. A oposição tem o direito de se manifestar bem, o governo também. Eu entendo que ali, a decisão é monocrática. Mas o que vale é o voto. No voto, o governo perdeu", declarou o presidente da comissão, defendendo a legitimidade do processo decisório.
Contexto político e próximos passos
A CPMI do INSS foi instalada com o objetivo de investigar possíveis irregularidades e desvios de recursos dentro do instituto previdenciário. A inclusão de Fábio Luís Lula da Silva no escopo das investigações amplia significativamente o alcance político da comissão, colocando em foco membros da família do presidente da República. Com trinta e um parlamentares presentes na votação, apenas sete votaram contra a quebra de sigilo, resultando em ampla maioria favorável à medida.
Os próximos cinco dias úteis serão cruciais para o desenrolar das investigações, uma vez que o Coaf deverá compilar e enviar todas as informações financeiras solicitadas sobre Lulinha. A transparência no processamento desses dados e o cumprimento dos prazos estabelecidos serão observados atentamente pela opinião pública e pelos meios de comunicação, que acompanham de perto os desdobramentos desta comissão parlamentar de inquérito.
