Trump elogia Lula: 'Excelente química', 'dinâmico' e 'inteligente' em reunião
Trump elogia Lula: 'dinâmico' e 'inteligente' em reunião

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva na Casa Branca na quinta-feira, 7 de maio de 2026, em um encontro que durou quase três horas. Durante a reunião, Trump fez elogios ao petista, descrevendo-o como 'dinâmico', 'inteligente' e 'um bom homem'. O republicano também destacou a 'excelente química' entre os dois líderes, afirmando que a conversa foi 'muito produtiva'.

Reunião estendida e temas abordados

O encontro, inicialmente previsto para ser mais curto, se estendeu por aproximadamente três horas. Segundo Trump, os dois discutiram 'diversos temas, incluindo Comércio e, especificamente, Tarifas'. O presidente americano classificou a discussão como 'muito produtiva' e reiterou sua admiração por Lula.

Em coletiva de imprensa após a reunião, Lula afirmou que acredita que a relação com Trump é 'sincera' e que tem 'razões para acreditar que o Trump gosta do Brasil'. O presidente brasileiro também brincou: 'Sabe aquela história de amor à primeira vista? Aquele negócio da química? Foi isso que aconteceu. E espero que continue assim.'

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Histórico de elogios

Esta não é a primeira vez que Trump expressa admiração por Lula. Em setembro de 2025, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente americano disse que os dois tiveram uma 'química excelente', mesmo tendo conversado por apenas 20 segundos. Na ocasião, Trump afirmou: 'Ele parecia um homem muito legal, na verdade, ele gostava de mim, eu gostava dele. E eu só faço negócios com pessoas de quem gosto.'

Em dezembro de 2025, após um telefonema de 40 minutos, Trump declarou que teve uma 'ótima conversa' com Lula e que 'gosta dele'. Esse telefonema ocorreu em um contexto de tensão entre os dois países, após Trump ter imposto tarifas de 50% sobre produtos brasileiros em retaliação à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na época, Trump também sancionou o ministro Alexandre de Moraes através da Lei Magnitsky.

Grupo de trabalho e tarifas

Durante a reunião, Lula anunciou a formação de um grupo de trabalho com representantes do comércio de agências federais do Brasil e dos Estados Unidos para buscar um ponto de convergência que leve ao fim das sobretaxas sobre produtos brasileiros que entram em solo americano. Lula destacou que a média de impostos cobrados dos EUA na alfândega brasileira é de 2,7%, mas o governo Trump segue insatisfeito com as taxas que superam essa média, mantendo o chamado 'tarifaço'.

Os elogios de Trump a Lula são vistos como um sinal positivo para as relações bilaterais, especialmente após os atritos causados pelas sanções e tarifas. A reunião na Casa Branca representou um passo importante para a normalização do diálogo entre os dois países.

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