Trump e vice-presidente americano atacam Papa Leão XIV por postura sobre guerra no Irã
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar publicamente o Papa Leão XIV nesta quarta-feira (15), em meio a tensões sobre a guerra no Irã e a política nuclear do país. Em declarações provocativas, Trump questionou a postura do líder religioso diante do conflito.
Críticas diretas de Trump ao Vaticano
"Alguém, por favor, diga ao Papa Leão XIV que o Irã matou pelo menos 42 mil manifestantes nos últimos dois meses?", afirmou Trump em comunicado divulgado na noite de terça-feira (14). O ex-mandatário americano ainda classificou como "inaceitável" a possibilidade de o Irã possuir uma bomba nuclear e cobrou uma posição mais firme e dura do Vaticano sobre o assunto.
Vice-presidente católico J.D. Vance se junta às críticas
As críticas não partiram apenas de Trump. O vice-presidente americano J.D. Vance, que é católico, também fez observações públicas sobre o Papa durante um evento. "O Papa tem que ter cuidado quando fala de teologia", declarou Vance, em discurso que foi interrompido por um manifestante que gritou: "Jesus Cristo não apoia o genocídio". O vice-presidente concordou com a afirmação do manifestante.
Contexto das declarações e viagem do Papa
As declarações dos líderes americanos aprofundam as críticas ao Papa Leão XIV, que tem se posicionado contra a guerra no Irã e defendido que a fé não pode ser usada para justificar conflitos armados. Atualmente, o Papa está em viagem pela África, tendo chegado a Camarões nesta quarta-feira (15) após passar pela Argélia.
Leão XIV não comentou diretamente os ataques recebidos, mas vem enfatizando em seus discursos a necessidade de convivência pacífica entre povos e crenças diferentes. O líder religioso ressaltou que a paz não deve ser apenas um slogan e não pode ser fundada em ameaças e armas.
Mensagem do Vaticano sobre democracias e minorias
Antes da chegada do Papa a Camarões, o Vaticano divulgou uma mensagem em que Leão XIV alerta para o risco de democracias se transformarem em "tiranias da maioria". A declaração é interpretada como uma crítica a governos que, mesmo eleitos democraticamente, ignoram os direitos das minorias em suas decisões e políticas.
O embate entre Trump e o Papa ocorre em um momento em que ambos figuram em listas das pessoas mais influentes do mundo, destacando a relevância política e religiosa do conflito de opiniões sobre questões internacionais sensíveis como a guerra no Irã e o controle de armas nucleares.



