O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou sua insatisfação com a escolha de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã, em declarações feitas durante entrevistas nesta semana. A nomeação ocorreu uma semana após a morte de seu pai e antecessor, Ali Khamenei, em meio ao conflito que envolve Tel Aviv e Washington.
Críticas diretas ao novo líder iraniano
"Não estou contente com ele", afirmou Trump ao jornal New York Post, em uma conversa realizada em um clube de golfe próximo a Miami, quando questionado sobre seus planos em relação a Mojtaba. Posteriormente, em entrevista à rede NBC, o republicano foi ainda mais enfático, descrevendo a escolha do filho de Khamenei como um "grande erro".
"Não acho que isso vai durar. Acho que cometeram um grande erro", reiterou o presidente americano, demonstrando ceticismo sobre a estabilidade do novo governo iraniano.
Contexto histórico e político
Mojtaba Khamenei se torna o terceiro líder supremo na história da República Islâmica, que teve início em 1979. O primeiro, Ruhollah Khomeini, faleceu em 1989, sendo sucedido por Ali Khamenei. A seleção do novo líder foi realizada pela Assembleia de Especialistas, um grupo composto por 88 clérigos eleitos no ano de 2024.
Na última terça-feira, dia 3 de março, os Estados Unidos e Israel conduziram um ataque ao prédio da Assembleia de Especialistas, embora não houvesse confirmações sobre a presença dos clérigos no local durante o incidente. Após essa ação, Trump declarou que todas as pessoas que seu governo considerava para assumir o comando do Irã após o término da guerra "estão mortas".
O republicano não forneceu detalhes sobre quem seriam essas pessoas ou as circunstâncias de suas mortes, deixando um ar de mistério sobre as estratégias americanas.
Conflito no Oriente Médio e posicionamento militar
O conflito na região já ultrapassa uma semana de duração, com Trump incentivando os iranianos a se rebelarem contra a República Islâmica, que continua resistindo apesar da perda de sua principal autoridade e de outros políticos de alto escalão. Durante as entrevistas, o presidente americano também abordou questões militares.
"Não tomamos nenhuma decisão sobre isso. Não estamos nem perto disso", afirmou Trump ao ser questionado sobre o possível envio de tropas terrestres ao Irã. Ele enfatizou que não estava "nem perto" de tomar uma decisão nesse sentido.
Condições para intervenção militar
No fim de semana anterior, Trump havia sinalizado que o envio de forças americanas ao Irã, sob certas condições, estava sendo considerado. Em declarações a repórteres no Air Force One, ele explicou que enviaria tropas apenas por uma "razão muito boa", especificando que isso ocorreria se as Forças Armadas iranianas estivessem "tão dizimadas que não conseguiriam lutar em terra".
Além disso, Trump mencionou que o envio de tropas para assegurar os estoques de urânio enriquecido no Irã poderia ser uma ação realizada "mais tarde", mas esclareceu que os Estados Unidos não fariam isso "agora". Autoridades do governo Trump reforçam que o presidente nunca descartaria nenhuma opção, embora o plano de guerra atual não inclua, no momento, o envio de tropas terrestres.
Desenvolvimentos recentes e apoio internacional
Em um desdobramento relacionado, bombardeiros dos Estados Unidos chegaram a uma base britânica após o fim de um veto. O primeiro-ministro Starmer recuou diante da pressão exercida por Trump, justificando a mudança com o argumento de "ataques defensivos". Modelos como o B-1B e o B-52, empregados em missões de precisão, já foram utilizados em operações contra o Irã, indicando uma escalada nas ações militares.
Esses movimentos destacam a complexidade e a tensão contínua no cenário internacional, com Trump mantendo uma postura crítica e estratégica em relação ao Irã e ao conflito no Oriente Médio.
