Premiê britânico Keir Starmer lamenta nomeação de embaixador ligado a Jeffrey Epstein
Starmer lamenta nomear embaixador ligado a Jeffrey Epstein

Arrependimento de premiê britânico por nomeação de embaixador envolvido com Jeffrey Epstein

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, manifestou publicamente seu profundo arrependimento nesta quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, pela nomeação de Peter Mandelson como embaixador britânico em Washington. A declaração ocorre após a divulgação de documentos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos que expõem conexões alarmantes entre o diplomata e o falecido predador sexual Jeffrey Epstein.

Revelações chocantes e renúncia imediata

Os arquivos, tornados públicos na última sexta-feira, 30 de janeiro, demonstram que Mandelson manteve Epstein informado sobre alterações cruciais na política fiscal britânica durante o auge da crise financeira de 2008. Além disso, os documentos incluem extratos bancários que sugerem três pagamentos separados de US$ 25 mil, supostamente enviados por Epstein ao político.

Em resposta às revelações, Starmer afirmou em sessão parlamentar que Mandelson criou uma série de mentiras sobre seus vínculos com o criminoso sexual. O premiê britânico destacou que agiu rapidamente para retirar todos os títulos do diplomata, acusando-o de trair o Reino Unido.

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Ligações perigosas e informações confidenciais

Os e-mails divulgados mostram que Mandelson atuou ativamente em favor de Epstein em múltiplas ocasiões. Em correspondências de 2009, enquanto servia como secretário de negócios no governo de Gordon Brown, ele assegurou a Epstein que estava se esforçando para modificar políticas governamentais sobre banqueiros em seu benefício.

Outro documento, datado de 2010, revela que o ex-embaixador atualizou Epstein sobre a campanha contra o imposto de mineração proposto pelo então primeiro-ministro australiano Kevin Rudd. Mandelson chegou a encaminhar uma mensagem privada do chefe da mineradora Xstrata, Mick Davis, discutindo estratégias de lobby.

Controvérsias visuais e tentativas de explicação

Os arquivos do Departamento de Justiça também trouxeram à tona uma foto polêmica que mostra Mandelson de cuecas ao lado de uma mulher não identificada. Questionado sobre a imagem, o político afirmou que não consegue identificar o local ou a mulher, e não consegue pensar em quais eram as circunstâncias.

Sobre os supostos pagamentos, Mandelson declarou acreditar que as alegações são falsas, mas reconheceu que precisam ser investigadas, já que afirma não ter registros ou lembranças das transações.

Consequências políticas e pedido de desculpas

Mandelson, que foi nomeado por Starmer no final de 2024 com base em sua experiência anterior nos governos de Tony Blair e Gordon Brown, foi demitido em setembro de 2025 após apenas sete meses no cargo. A decisão ocorreu quando surgiram os primeiros indícios de sua proximidade com Epstein mesmo após a condenação do financista por crimes sexuais contra menores em 2008.

No último domingo, o ex-diplomata redigiu uma carta de renúncia à filiação do Partido Trabalhista, endereçada à secretária-geral Hollie Ridley. No texto, ele pediu desculpas às mulheres e meninas cujas vozes deveriam ter sido ouvidas há muito tempo e afirmou não desejar causar mais constrangimentos ao partido.

Impacto nas relações internacionais

A nomeação de Mandelson havia sido justificada por Starmer como estratégica para fortalecer os laços com Washington durante o novo mandato do presidente Donald Trump. No entanto, as revelações sobre seus vínculos com Epstein comprometeram seriamente essa missão diplomática e levantaram questões sobre o processo de seleção para cargos de alto escalão no governo britânico.

O caso continua a gerar repercussões tanto no Reino Unido quanto internacionalmente, com analistas políticos destacando a necessidade de maior transparência e rigor na avaliação de candidatos a posições diplomáticas sensíveis.

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