Venezuela propõe reforma na lei de hidrocarbonetos para atrair investidores estrangeiros
Reforma na lei de petróleo da Venezuela atrai empresas estrangeiras

Venezuela propõe reforma na lei de hidrocarbonetos para atrair investidores estrangeiros

A Venezuela está prestes a implementar uma significativa transformação em sua indústria petrolífera, com uma nova reforma para a lei de hidrocarbonetos proposta pela presidente interina do país, Delcy Rodríguez. A medida, divulgada nesta quinta-feira (22) pela agência de notícias Reuters, que teve acesso a documentos preliminares, deve permitir que empresas estrangeiras e locais operem campos de petróleo venezuelanos por meio de um novo modelo de contrato.

Mudanças estruturais na indústria petrolífera

A proposta de reforma, apresentada na semana passada à Assembleia Nacional, visa alterar profundamente a estrutura da indústria petrolífera do país, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Isso modifica a histórica lei do petróleo criada no governo do falecido presidente Hugo Chávez, que há duas décadas promoveu nacionalizações e expropriações de bens no setor.

Segundo as informações, a medida também permite que essas companhias comercializem a produção e recebam os lucros das vendas, mesmo como sócias minoritárias da estatal PDVSA. A expectativa é que os parlamentares venezuelanos iniciem a discussão sobre a reforma ainda nesta quinta-feira.

Contexto internacional e acordos emblemáticos

A proposta foi apresentada após um acordo considerado emblemático entre a Venezuela e os Estados Unidos neste mês, que prevê o fornecimento de até 50 milhões de barris de petróleo entre Caracas e Washington. O tratado teria sido firmado após a prisão do presidente Nicolás Maduro pelos EUA, marcando um momento crucial nas relações bilaterais.

Executivos do setor petrolífero e potenciais investidores têm pedido autonomia para produzir, exportar e receber os lucros da venda de petróleo no país. Essas demandas fazem parte do ambicioso plano de reconstrução proposto por Washington para a indústria energética venezuelana, estimado em US$ 100 bilhões (R$ 531,2 bilhões).

Benefícios e incentivos para investidores

A proposta permitiria ao governo reduzir os royalties para 15%, em comparação à taxa atual de 33%, em projetos especiais ou que exijam investimentos robustos. Além disso, o texto prevê a possibilidade de recorrer à arbitragem independente para resolver disputas, oferecendo maior segurança jurídica aos investidores.

  • Operação de campos petrolíferos por empresas estrangeiras e locais
  • Comercialização da produção e recebimento de lucros
  • Redução de royalties para 15% em projetos especiais
  • Arbitragem independente para resolução de disputas

Essas mudanças representam um marco histórico para a Venezuela, que busca revitalizar sua economia através do setor petrolífero, atraindo capital internacional e modernizando sua infraestrutura energética.