Papa Leão XIV alerta para risco de nova corrida armamentista com fim do tratado nuclear
Papa alerta para corrida armamentista com fim de acordo nuclear

Papa faz alerta urgente sobre corrida armamentista com expiração de acordo nuclear

O papa Leão XIV fez um apelo dramático nesta quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, alertando sobre os perigos de uma nova corrida armamentista global, a poucas horas da expiração do último acordo nuclear vigente entre Estados Unidos e Rússia. O pontífice americano falou durante sua audiência semanal na Sala Paulo VI, no Vaticano, destacando a urgência do momento histórico.

Tratado nuclear expira nesta quinta-feira sem renovação

O acordo conhecido como Novo START, que limita o número de armas nucleares das duas maiores potências atômicas do mundo, expira oficialmente na quinta-feira, 5 de fevereiro. Este era o último pacto remanescente que estabelecia tetos para ogivas estratégicas e incluía mecanismos de verificação entre Washington e Moscou.

"Faço um apelo urgente para que não abandonem este instrumento sem tentar garantir que tenha um acompanhamento concreto e eficaz", declarou Leão XIV, acrescentando: "Façam todo o possível para evitar uma nova corrida armamentista, que ameaçaria ainda mais a paz entre as nações."

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Posições divergentes entre Rússia e Estados Unidos

O Kremlin afirmou nesta semana que o mundo "estará mais perigoso do que nunca" com a expiração do tratado. Segundo o porta-voz presidencial Dmitri Peskov, a Rússia propôs uma prorrogação de um ano, mas ainda não recebeu resposta formal dos Estados Unidos.

O presidente americano Donald Trump havia mencionado em setembro que uma renovação do Novo START "soava como uma boa ideia", porém nenhuma ação concreta foi tomada desde então. Se o acordo não for prorrogado, as duas nações ficarão sem qualquer documento que limite e controle seus arsenais nucleares pela primeira vez em décadas.

Histórico do tratado e tensões recentes

O Novo START foi assinado em 2010 pelos então presidentes Barack Obama e Dmitry Medvedev, estabelecendo limites significativos:

  • Teto de 800 lançadores e bombardeiros pesados para cada país
  • Máximo de 1.550 ogivas estratégicas ofensivas instaladas
  • Redução de aproximadamente 30% em relação ao acordo anterior de 2002
  • Sistema de verificação e inspeções mútuas

Nos últimos anos, porém, as negociações para ampliar o tratado foram prejudicadas por múltiplos fatores:

  1. Suspensão das inspeções pela Rússia durante a pandemia de Covid-19
  2. Tensões relacionadas à guerra na Ucrânia
  3. Acusações mútuas sobre dificuldades nas missões de vigilância
  4. Congelamento formal da participação russa em 2023

Contexto de aumento das tensões nucleares

O alerta do papa ocorre em um momento particularmente delicado nas relações internacionais. Ao longo do conflito na Ucrânia, o governo russo intensificou sua retórica nuclear e anunciou testes de novos porta-aviões com capacidade atômica para 2025.

Em resposta, os Estados Unidos planejam despachar dois submarinos movidos a propulsão nuclear para águas próximas à Rússia, elevando ainda mais as tensões entre as potências. Este cenário preocupa especialistas em segurança global e justifica o apelo urgente do líder religioso.

Leão XIV finalizou seu discurso enfatizando a necessidade de "substituir a lógica do medo e da desconfiança por uma ética compartilhada", considerando esta mudança "mais urgente do que nunca" no atual contexto geopolítico. O Vaticano segue monitorando a situação com preocupação, enquanto o mundo aguarda os desdobramentos das negociações de última hora.

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