Motta coloca obstáculos para instalação da CPI do Banco Master na Câmara
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), lançou um balde de água fria sobre os defensores da instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o escândalo do Banco Master. Em declarações recentes, Motta destacou que existe uma fila de outros colegiados da mesma natureza e que é fundamental respeitar a ordem cronológica das solicitações.
Fila de CPIs e ordem cronológica como justificativa
Após participar de uma reunião de líderes, o parlamentar paraibano afirmou nesta terça-feira que a Câmara precisa seguir rigorosamente as regras estabelecidas. Motta explicou que, no ano passado, foram protocoladas cerca de 15 a 16 CPIs, mas nenhuma foi instalada. Agora, segundo ele, será feito um debate sobre essas comissões, com a necessidade de obedecer à ordem de chegada dos pedidos.
“Temos uma fila de CPIs. Elas são tratadas na ordem cronológica. No ano passado, tivemos cerca de 15, 16 CPIs protocoladas. Acabamos não instalando nenhuma. Agora, vamos fazer o debate sobre essas CPIs. A Câmara tem que obedecer essa ordem cronológica e tem que obedecer regimentalmente o funcionamento de até cinco CPIs ao mesmo tempo se for decisão da presidência instalar. Vamos tratar dessa pauta no momento certo”, declarou Motta ao chegar ao Congresso Nacional.
Posição vista como sinal de que CPI não prosperará
A posição adotada pelo presidente da Câmara foi interpretada por analistas e parlamentares como um claro aceno de que a CPI do Banco Master não deve prosperar nos próximos meses. Essa postura reflete uma articulação política nos bastidores, encabeçada por lideranças do Centrão, que buscam evitar o avanço da iniciativa às vésperas das eleições.
O escândalo do Banco Master, que envolve alegações de irregularidades financeiras, tem gerado pressão por investigações mais aprofundadas. No entanto, a fala de Motta sugere que os defensores da CPI enfrentarão desafios significativos para tirar a comissão do papel, em meio a um cenário de múltiplas demandas parlamentares e considerações estratégicas.
Esse impasse destaca as complexidades do processo legislativo e as manobras políticas que podem influenciar a instalação de CPIs, especialmente em períodos eleitorais sensíveis.



