Igreja evangélica pode ser decisiva na escolha de candidato bolsonarista ao Senado em SP
O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, enfrenta um dilema estratégico nas eleições para o Senado em São Paulo. Com a candidatura de Guilherme Derrite (PP) já consolidada em uma das vagas, devido à sua liderança nas pesquisas de intenção de voto, a legenda teme uma fragmentação dos votos da direita. Essa divisão poderia ocorrer com a possível entrada de Ricardo Salles (NOVO) na disputa, criando um cenário competitivo que também pode incluir o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) representando o espectro de centro-esquerda.
O papel crucial da igreja evangélica
Neste contexto, lideranças do partido avaliam que a igreja evangélica pode desempenhar um papel fundamental na definição do candidato do PL. O deputado Marco Feliciano (PL), ligado à Assembleia de Deus, emerge como uma opção forte, pois partiria de um patamar razoável de votos graças ao seu apoio religioso. A composição com um suplente vinculado a outra corrente evangélica, especialmente se Eduardo Bolsonaro não puder ocupar essa posição, ampliaria ainda mais o alcance entre o eleitorado religioso, fortalecendo a base eleitoral do partido.
Simpatia interna e outras cotas
Marco Feliciano também conta com a simpatia do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o que pode influenciar sua escolha como candidato. No entanto, outras figuras estão cotadas para a vaga, incluindo:
- O deputado Mário Frias, que surge como o favorito de Eduardo Bolsonaro.
- O vice-prefeito da capital, Mello Araújo, que teria a simpatia do patriarca da família Bolsonaro.
Essa disputa interna reflete a complexidade da estratégia eleitoral do PL, que busca maximizar seus votos em um cenário de possível fragmentação da direita. A igreja evangélica, com seu peso político significativo, pode ser a chave para unificar o eleitorado conservador e garantir uma candidatura forte nas urnas.
