Comandante da Patrulha de Fronteira dos EUA é realocado após morte em operação de imigração
Comandante da Patrulha de Fronteira dos EUA é realocado após morte

Comandante da Patrulha de Fronteira dos EUA é realocado após morte em operação de imigração em Minneapolis

Gregory Bovino, comandante da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos e uma das principais figuras das operações federais de imigração em Minneapolis, deixará o cargo de comandante em missão especial e será realocado para outra função. A informação foi confirmada por fontes ouvidas pela Reuters e pelo The New York Times nesta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026.

Morte de enfermeiro desencadeia pressão política

A decisão ocorre após a morte do enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos, baleado por um agente federal durante uma ação de imigração em Minneapolis. Este caso aconteceu apenas duas semanas depois da morte de outra cidadã americana, também registrada durante uma operação na mesma região, o que ampliou significativamente a pressão política e social sobre o governo.

Bovino ganhou projeção nacional durante o governo de Donald Trump, ao ascender a cargos de comando em meio ao endurecimento da política de deportações. Antes de chegar a Minneapolis, ele coordenou operações controversas em cidades como Los Angeles e Chicago, tornando-se um rosto público da repressão migratória nos Estados Unidos.

Declarações polêmicas e afastamento

Após a morte de Pretti, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que o enfermeiro representava uma ameaça aos agentes. Bovino endossou essa versão e chegou a declarar, sem apresentar provas, que Pretti pretendia promover um massacre contra policiais. Segundo o New York Times, essas declarações foram determinantes para a decisão de afastá-lo da função em Minneapolis.

Ainda de acordo com o jornal, parte dos agentes federais destacados para a cidade deve começar a deixar a região a partir desta terça-feira, 27 de janeiro. Já a revista The Atlantic informou que Bovino deve retornar a um posto anterior na Califórnia, onde estaria próximo da aposentadoria.

Resposta do governo e protestos

A Casa Branca, porém, negou que ele tenha sido removido de suas funções e afirmou que o agente continua sendo uma peça fundamental da equipe de Trump. A morte de Alex Pretti desencadeou uma onda de protestos contra o governo e contra as operações anti-imigração nos Estados Unidos.

As ações foram alvo de críticas inclusive de grupos tradicionalmente alinhados ao presidente, como associações pró-armas, ampliando o desgaste político em torno da atuação federal em Minneapolis. Sob pressão de ações do ICE, Trump disse estar revisando tudo após a segunda morte no mês, mas se recusou a comentar se a conduta dos agentes foi apropriada, conforme reportado pelo The Wall Street Journal.