Brasileira relata medo durante tempestade de inverno nos EUA: 'Sem luz, não há aquecimento'
Brasileira teme falta de aquecimento em nevasca nos EUA

Brasileira expõe vulnerabilidade em meio à tempestade de inverno nos Estados Unidos

A experiência de viver em um país com invernos rigorosos pode ser bem diferente do sonho romântico de ver a neve cair. Para a carioca Juliana Oliveira, residente nos Estados Unidos há mais de duas décadas, a realidade atual é marcada por preocupações concretas durante uma intensa tempestade de inverno que afeta vastas regiões do país.

Preparação e lotação nos supermercados

Juliana, que trabalha como bancária na cidade de Nashua, em New Hampshire, relatou em entrevista ao Conexão Record News como a população local está se preparando para enfrentar o fenômeno climático. Supermercados estão completamente lotados, com prateleiras que rapidamente ficam vazias devido à corrida por suprimentos essenciais.

"Aqui deve nevar de domingo até segunda. Então vai ter mais de meio metro de neve. As escolas provavelmente vão fechar", afirmou a brasileira, destacando a magnitude do evento climático.

O risco da queda de energia

Embora as casas na região contem com sistemas de calefação para manter os ambientes aquecidos, Juliana revela uma vulnerabilidade preocupante: a dependência total da rede elétrica para o funcionamento desses sistemas de aquecimento.

"Devido à neve, árvores e postes podem cair. E se falta luz, não tem aquecimento. Tomara Deus que isso não aconteça", expressou a moradora, evidenciando o temor compartilhado por muitos residentes.

Impactos no cotidiano e medidas de segurança

A tempestade já está causando significativas alterações na rotina da população:

  • Escolas e diversos estabelecimentos comerciais anunciam fechamento temporário
  • O gelo nas estradas torna deslocamentos perigosos
  • Até mesmo bancos, que normalmente mantêm suas portas abertas, consideram fechar durante o pico da tempestade

Juliana mencionou que a cidade de Nashua organiza abrigos especiais para moradores de rua durante este período crítico, demonstrando uma preocupação comunitária com os mais vulneráveis.

Recomendações para turistas e residentes

Com temperaturas que podem atingir impressionantes 46 graus Celsius negativos em algumas áreas, a brasileira oferece conselhos práticos:

  1. Utilizar proteção adequada, especialmente para mãos e cabeça
  2. Antecipar que muitos aeroportos podem fechar durante os dias mais críticos da tempestade
  3. Preparar-se para permanecer em casa durante o período mais intenso do fenômeno climático

Enquanto estados do norte como New Hampshire contam com equipamentos e estrutura para remoção de neve, Juliana observa que regiões do sul dos Estados Unidos declararam estado de emergência, menos acostumadas a enfrentar condições climáticas tão extremas.

A experiência de Juliana Oliveira ilustra como eventos climáticos extremos testam a resiliência de comunidades inteiras, transformando a beleza da neve em um desafio logístico e de segurança para milhões de pessoas.