Comissária brasileira fica retida em Hong Kong após ataques de EUA e Israel ao Irã
Brasileira retida em Hong Kong após ataques ao Irã

Comissária brasileira fica retida em Hong Kong após ataques de EUA e Israel ao Irã

Uma comissária de bordo brasileira está retida em Hong Kong após a companhia aérea em que trabalha cancelar voos de retorno aos Emirados Árabes Unidos, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. A suspensão das operações ocorreu depois que Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã, no sábado (28), atingindo a capital Teerã e outras cidades iranianas.

Decolagem interrompida e rota alterada

Amanda Salvador, natural de Jaú (SP) e moradora de Dubai há quatro anos, contou que estava dentro do avião, em procedimento de decolagem rumo a Hong Kong, quando os ataques começaram. "Quando os Estados Unidos atacaram o Irã, eu já estava quase decolando. Tivemos que voltar ao portão, porque precisaríamos fazer outra rota", relatou.

Por causa da escalada do conflito, a aeronave precisou ser reabastecida para desviar o trajeto e evitar áreas de risco, o que provocou atraso de mais de duas horas no voo. Durante a viagem, a tripulação acompanhou as informações pela televisão a bordo, com atualizações sobre o fechamento do espaço aéreo na região.

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Cancelamentos e incerteza sobre retorno

"Seguimos a rota, pousamos em Hong Kong e acompanhamos o bombardeio em relação a Abu Dhabi e o fechamento de todo o espaço aéreo. Todos os outros voos foram imediatamente cancelados, inclusive o que voltaria para Dubai", lembra Amanda.

Até a tarde de terça-feira (3), a previsão era que ela embarcasse em um voo específico de repatriação aos Emirados Árabes, mas a confirmação ainda dependia das condições de segurança. "Estamos no hotel em Hong Kong esperando novas atualizações. Falaram que talvez a gente volte no dia 4, mas ainda é um grande 'talvez'", afirmou.

Tensão em Dubai e relatos de explosões

Enquanto isso, em Dubai, onde vivem o marido e amigos da comissária, o clima é de apreensão. Segundo Amanda, o marido, que é francês, relatou ter ouvido explosões nos últimos dias. "Ele disse que as janelas e as cortinas tremiam, foi um caos ontem e anteontem. Hoje as coisas parecem ter se estabilizado um pouco e ele parou de ouvir os barulhos. Mesmo assim, meus amigos e meu marido seguem no apartamento, esperando atualizações do governo", finaliza.

Guerra entre EUA, Israel e Irã se intensifica

Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado, o que deflagrou uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas. Os bombardeios mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão da cúpula militar e de governo iraniano.

Ao todo, 555 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país, afirmou a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã em atualização na segunda-feira (2). Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio.

Essa troca de ataques continua desde então, com bombardeios diários contra Israel e Irã, sendo presenciados em outros países da região. Os EUA informaram no domingo (1º) que três militares do país foram mortos desde o início da guerra, e o presidente Donald Trump prometeu "vingá-los". "Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização", afirmou Trump.

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