Greve de servidores técnico-administrativos atinge 42 universidades federais no Brasil
Greve de servidores atinge 42 universidades federais

Greve de servidores técnico-administrativos atinge 42 universidades federais

Servidores técnico-administrativos estão em greve em pelo menos 42 universidades federais brasileiras, de acordo com levantamento realizado pelo g1 nesta quinta-feira (23). A paralisação foi anunciada pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) em fevereiro deste ano. Profissionais de algumas instituições iniciaram a greve imediatamente, enquanto outros aderiram ao movimento ao longo de abril e maio.

Reivindicações dos servidores

A principal reivindicação dos profissionais é o cumprimento integral do Termo de Acordo da Greve de 2024. Além disso, os servidores pedem:

  • Defesa da jornada de 30 horas e da flexibilização para ampliar o atendimento à população;
  • Implementação do RSC (Reconhecimento de Saberes e Competências) para toda a categoria, incluindo aposentados e pensionistas;
  • Posicionamento contrário à Reforma Administrativa e ao PL 6170/2025.

A paralisação não interrompeu as aulas, mas afeta muitos serviços de apoio, como suporte administrativo, emissão de documentos, funcionamento das bibliotecas e setores de matrículas, entre outros.

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Instituições afetadas

Entre as instituições afetadas pela greve, estão:

  • Universidade Federal da Bahia (Ufba)
  • Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)
  • Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) (Cuiabá, Barra do Garças, Sinop e Rondonópolis)
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
  • Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)
  • Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)
  • Universidade Federal de Rio Grande (FURG)
  • Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
  • Universidade Federal do Piauí (UFPI)
  • Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar)
  • Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
  • Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
  • Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
  • Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
  • Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE)
  • Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
  • Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
  • Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
  • Universidade Federal de Viçosa (UFV)
  • Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
  • Universidade Federal do ABC (UFABC)
  • Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ)
  • Universidade Federal do Paraná (UFPR)
  • Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)
  • Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila)
  • Universidade Federal de Sergipe (UFS)
  • Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT)
  • Universidade Federal do Tocantins (UFT)
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
  • Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa)
  • Universidade Federal do Amazonas (Ufam)
  • Universidade Federal do Acre (Ufac)
  • Universidade Federal de Alagoas (Ufal)
  • Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes)
  • Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)
  • Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
  • Universidade Federal do Pará (UFPA)
  • Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa)
  • Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa)
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
  • Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
  • Universidade Federal dos Vales Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)

Resposta do governo

Em nota, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) afirmou que o governo atendeu boa parte dessas demandas dos técnico-administrativos na Lei 15.367/2026, sancionada em março deste ano. A lei ainda será incorporada ao plano de carreira da categoria. Além disso, a pasta diz que o governo "manteve e mantém diálogo permanente com representantes das categorias". O Ministério da Educação (MEC) também foi procurado por e-mail, mas não retornou até a última atualização da reportagem.

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Íntegra da nota do MGI

As negociações com as entidades representativas dos Técnicos-Administrativos em Educação (TAEs) das instituições federais de ensino superior públicas duraram vários meses e resultaram na assinatura do Termo de Acordo (TA) n° 11/2024, em 27 de junho de 2024. O termo foi assinado pelo governo, Fasubra e Sinasefe e previu a reestruturação de carreira e reajuste salarial para 2025 e 2026. O termo de acordo também previu a criação de um Grupo de Trabalho (GT), para estudar a viabilidade técnica e jurídica de demandas apresentadas pelas entidades. Esse GT fez mais de sete reuniões entre 2024 e 2025. O governo atendeu boa parte dessas demandas dos TAES na Lei 15.367/2026, sancionada em março deste ano, entre elas: o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), que agora está em fase de regulamentação para ser implementado; a jornada de 30 horas semanais (6 horas ininterruptas) para atividades de atendimento ao público externo, que inclui alunos e população em geral; e o plantão de 12 horas por 60 horas para servidores dos hospitais universitários e vigilantes. Ao longo de todo esse processo o governo manteve e mantém diálogo permanente com representantes das categorias, a exemplo de reunião realizada em 15 de abril, em Brasília.