O Flamengo tomou uma decisão drástica que abalou o cenário esportivo nacional. Nesta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, o clube anunciou o encerramento definitivo de suas atividades nas modalidades de canoagem e remo paralímpico. A medida, parte de uma reavaliação estratégica, resultou na dispensa imediata de atletas de alto rendimento, com destaque para o canoísta Isaquias Queiroz, detentor de cinco medalhas olímpicas e um dos maiores nomes do esporte brasileiro.
Quem são os atletas afetados pela decisão
A lista de dispensados é formada por grandes talentos. Além de Isaquias Queiroz, que defendia as cores rubro-negras há cerca de sete temporadas, outros canoístas de elite foram desligados, como Gabriel Assunção e Valdenice do Nascimento. A decisão também marca um golpe duro para o paradesporto, extinguindo completamente o setor paralímpico do clube.
Com o fim do remo adaptado, única modalidade voltada para atletas com deficiência mantida pela instituição, atletas paralímpicos como Michel Pessanha e Gessyca Guerra também foram dispensados. A medida surpreendeu pela abrangência, eliminando tanto equipes olímpicas quanto paralímpicas de uma só vez.
As justificativas do Flamengo para o corte
Em nota oficial, a gestão presidida por Luiz Eduardo Baptista, o Bap, apresentou os motivos para o encerramento das atividades. O clube alegou que a distância geográfica foi um fator crucial, uma vez que atletas como Isaquias não residem nem treinam no Rio de Janeiro, o que inviabilizaria a consolidação de um trabalho de base e a integração com as estruturas permanentes na sede.
Além disso, o Flamengo citou questões financeiras como determinantes. A diretoria apontou dificuldades no repasse de verbas por parte dos Comitês Brasileiros de Clubes (CBC e CBCP) e a existência de déficits operacionais nas modalidades, mesmo com projetos aprovados na Lei de Incentivo ao Esporte.
Reações e impacto no esporte nacional
A decisão gerou uma onda de reações negativas e de surpresa no meio esportivo. Laina Guimarães, esposa de Isaquias Queiroz, lamentou publicamente o fim do vínculo do marido com o clube. O próprio atleta, por sua vez, indicou que se pronunciará em breve sobre seu futuro profissional.
Críticos da medida destacaram uma grande discrepância. O custo mensal estimado para a manutenção do remo paralímpico era de apenas 10 mil reais, um valor considerado irrisório quando comparado ao faturamento bilionário da equipe de futebol do Flamengo. A dispensa de um atleta da estatura de Isaquias Queiroz, ícone do esporte brasileiro, também foi vista como um simbólico revés para a canoagem nacional.
O anúncio, feito em 5 de janeiro de 2026, coloca um ponto final em um capítulo importante do clube no apoio a modalidades olímpicas e paralímpicas, levantando debates sobre prioridades, gestão esportiva e o legado de atletas de alta performance no cenário clubístico brasileiro.