O ex-presidente Jair Bolsonaro teve uma crise nervosa ao saber da operação de Eduardo Bolsonaro para lançar André do Prado ao Senado em São Paulo, conforme apuraram caciques do PL próximos à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A informação foi divulgada nesta semana. O ex-presidente não concorda com a aliança nem pretende apoiar os movimentos do filho, que são vistos por ele como mais uma forma de desmoralizar o clã Bolsonaro diante do eleitorado.
Eduardo Bolsonaro anunciou que será suplente de André do Prado, político paulista identificado mais com o Centrão de Valdemar Costa Neto do que com o bolsonarismo. A operação lembrou a estratégia de Lula ao escalar um poste para a campanha eleitoral de 2018. Preso e sem poder articular ou se manifestar publicamente, Bolsonaro tem poucos poderes para tentar controlar o filho, que está nos Estados Unidos e não tem dado muita importância ao que o pai pensa.
Entenda o plano de Eduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do ex-presidente, articulou nos bastidores uma aliança com André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo. A ideia é que Eduardo seja o suplente na candidatura ao Senado, uma jogada que visa fortalecer a presença do PL no estado, mas que desagradou profundamente Jair Bolsonaro. Para o ex-presidente, a aliança com um político ligado ao Centrão representa uma traição aos princípios do bolsonarismo e pode prejudicar a imagem da família.
Reações no PL
Nos bastidores do PL, a informação sobre a crise nervosa de Bolsonaro gerou preocupação. Aliados próximos a Michelle Bolsonaro tentam mediar a situação, mas reconhecem que o ex-presidente está isolado e sem canais efetivos de comunicação. Enquanto isso, Eduardo segue com seus planos, ignorando as objeções do pai. A situação expõe as divisões internas no clã Bolsonaro e levanta dúvidas sobre o futuro político da família.
André do Prado, por sua vez, minimizou as polêmicas e afirmou que a aliança com Eduardo é estratégica para o PL em São Paulo. Ele destacou que a parceria visa unir forças para as eleições de 2026 e que respeita a opinião de Jair Bolsonaro, mas que as decisões políticas devem ser tomadas com base no cenário atual.



