Prefeito de Vitória renuncia para se preparar para eleições de 2026
O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, do partido Republicanos, entregou formalmente seu pedido de renúncia à Câmara de Vereadores na manhã desta quarta-feira, 1º de abril. A decisão faz parte da estratégia do político para se desincompatibilizar do cargo e assim poder disputar as eleições de 2026, conforme exigido pela legislação eleitoral brasileira.
Desincompatibilização e sucessão
Pela lei, candidatos a cargos eletivos devem deixar seus cargos públicos até 4 de abril do ano eleitoral. Com a renúncia de Pazolini, a vice-prefeita Cris Samorini, do PP, assume imediatamente o comando do município, garantindo a continuidade administrativa em Vitória.
Lorenzo Pazolini é cotado para concorrer ao governo do Espírito Santo em 2026, e já havia solicitado férias da Polícia Civil para viabilizar sua campanha eleitoral. Como delegado, ele precisará se apresentar à corporação após a renúncia e poderá ser designado para atuar em qualquer delegacia do estado durante o período pré-eleitoral.
Contexto político e histórico
Pazolini está à frente da Prefeitura de Vitória desde 2021, após vencer João Coser, do PT, nas eleições de 2020. Em 2024, foi reeleito, superando novamente o candidato petista. Antes de assumir a prefeitura, ele já havia atuado como titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e como deputado estadual.
O pedido de afastamento da Polícia Civil foi feito em 22 de janeiro e deferido no dia seguinte. A licença tem início em 6 de abril, primeiro dia útil após o prazo de desincompatibilização. Servidores estaduais com mais de dez anos de carreira, como Pazolini, têm direito a três meses de férias-prêmio, o que facilitará sua dedicação à campanha.
Cenário estadual e paralelos
Esta movimentação política ocorre em um contexto de mudanças no Espírito Santo. O governador Renato Casagrande, do PSB, também renunciou recentemente ao cargo para se candidatar a uma vaga no Senado nas eleições deste ano. Com isso, o vice-governador Ricardo Ferraço, do MDB, assumirá o comando do estado a partir de abril.
Casagrande anunciou sua saída praticamente um mês antes do prazo final de 4 de abril, demonstrando um planejamento estratégico semelhante ao de Pazolini. Nos bastidores, Ricardo Ferraço é tratado como pré-candidato do governo Casagrande para disputar o Palácio Anchieta novamente, com o objetivo de dar sequência aos projetos em andamento.
Assumindo o governo estadual em abril, Ferraço já estará cumprindo oficialmente um mandato. Se ele se candidatar e vencer as eleições deste ano, será reeleito governador, assumindo o segundo mandato em janeiro de 2027.
Essas renúncias destacam a dinâmica política capixaba, com figuras importantes se reposicionando para os próximos ciclos eleitorais, enquanto garantem a transição de poder de forma ordenada e dentro dos prazos legais.



