Eduardo Paes encerra era de 14 anos na Prefeitura do Rio para buscar governo estadual
Nesta sexta-feira, 20 de março de 2026, Eduardo Paes (PSD) deixa oficialmente a Prefeitura do Rio de Janeiro, marcando o fim de um capítulo histórico na administração municipal. A cerimônia de despedida está programada para as 16h no Palácio da Cidade, em Botafogo, Zona Sul da cidade. Paes, que se tornou o prefeito mais longevo da história carioca, está no seu quarto mandato, tendo governado anteriormente nos períodos de 2009 a 2012, 2013 a 2016 e 2021 a 2024.
Transição de poder e legado municipal
Com a saída de Paes, assume o cargo seu vice, Eduardo Cavaliere, de 31 anos, que se torna o mais jovem prefeito na história do Rio de Janeiro. Em vídeos compartilhados nas redes sociais, Paes expressou emoção ao se despedir, afirmando: "14 anos. É chegada a hora o mais longo e importante da minha vida até o momento. Hora de me despedir do trabalho que fez de mim o homem mais feliz do mundo. Não é segredo para ninguém o quanto eu amo o Rio e o quanto eu sempre tive orgulho de ser prefeito da mais incrível de todas as cidades".
Ele acrescentou: "Por um lado, a minha saída da Prefeitura representa o fim de um capítulo muito importante para mim. Por outro lado, ela também marca o início de um outro capítulo. E eu jamais tomaria essa decisão se eu não tivesse a certeza de que estou deixando o Rio em boas mãos". Essa transição ocorre em um momento de significativa mudança política, com Paes buscando novos horizontes no cenário estadual.
Cenário eleitoral e vantagem nas pesquisas
Paes parte para a disputa pelo governo do estado do Rio de Janeiro pela terceira vez, e as pesquisas indicam uma posição favorável. De acordo com o levantamento da Real Time Big Data divulgado na semana passada, ele possui mais de trinta pontos percentuais de vantagem sobre seus adversários em cenários de primeiro e segundo turno. No primeiro cenário testado, Paes registra 46% das intenções de voto, seguido pelo deputado estadual Douglas Ruas (PL), com 13%.
O terceiro lugar na corrida apresenta um empate técnico entre o empresário Ítalo Marsili (Novo) e o ex-governador Wilson Witzel (DC), ambos com 5% dos votos. No entanto, Paes enfrenta desafios para conquistar municípios do interior, o que pode influenciar a dinâmica da campanha eleitoral. Essa vantagem substancial reflete sua longa trajetória e reconhecimento na política carioca, mas a competição promete ser acirrada conforme a eleição se aproxima.
Impacto na política local e perspectivas futuras
A saída de Paes da Prefeitura do Rio representa uma virada significativa na administração municipal, com Eduardo Cavaliere assumindo um cargo de grande responsabilidade em um contexto de expectativas e desafios urbanos. A cidade, conhecida por sua complexidade e diversidade, agora observa a transição para uma liderança mais jovem, enquanto Paes se prepara para uma campanha estadual que pode redefinir o panorama político regional.
Com uma carreira marcada por múltiplos mandatos e iniciativas controversas, Paes deixa um legado misto que será analisado pelos eleitores e historiadores. Sua decisão de concorrer ao governo estadual demonstra ambição contínua e confiança em seu apelo eleitoral, mas também levanta questões sobre o futuro da gestão municipal sob nova direção. O cenário político do Rio de Janeiro, portanto, está em ebulição, com implicações que podem se estender além das fronteiras da cidade.



