Operação contra Ciro Nogueira pode prejudicar campanha de Flávio Bolsonaro
Operação contra Ciro Nogueira afeta campanha de Flávio

Operação da PF contra Ciro Nogueira vira munição eleitoral

A operação da Polícia Federal que tem como alvo o senador Ciro Nogueira (PP-PI) deve se tornar um entrave para a campanha à Presidência da República de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O tema já está sendo explorado por petistas nas redes sociais e será utilizado durante a corrida eleitoral. O PT, inclusive, quer garantir a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master, de olho nas ligações de Ciro Nogueira com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Repercussão nas redes sociais

De acordo com um levantamento da empresa AtivaWeb, as redes sociais foram inundadas por postagens associando Ciro Nogueira e o Banco Master ao movimento de apoiadores do ex-presidente Bolsonaro. O tema gerou menções negativas para essa ala política e para o senador, que é presidente do PP e um dos principais líderes do Centrão.

Mudança de estratégia

Antes da operação, ocorrida nesta quinta-feira (7), os aliados de Flávio Bolsonaro defendiam investigações sobre as ligações entre o PT da Bahia e o Banco Master. Agora, a situação se inverteu: eles precisarão contar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para evitar a criação de uma CPI do Master. No entanto, as investigações da Polícia Federal fogem ao controle do Centrão e dos apoiadores de Bolsonaro.

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Estratégia do PT

Segundo aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a operação contra Ciro Nogueira será explorada durante a campanha eleitoral, associando o nome do senador ao da família Bolsonaro. A estratégia inclui não apenas o fato de Ciro ter sido ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, pasta crucial ao governo, mas também as articulações que chegaram a ser feitas para torná-lo vice na chapa de Flávio Bolsonaro.

Vídeo de Flávio Bolsonaro

Governistas estão repercutindo um vídeo de uma entrevista de Flávio Bolsonaro em que ele elogia a possibilidade de ter Ciro Nogueira como vice. No vídeo, Flávio afirma: "O perfil do Ciro é um bom perfil, é nordestino, um partido grande, forte, tem a lealdade que sempre teve ao presidente Bolsonaro no ministério dele. Sem dúvida nenhuma é um nome que está colocado." O vídeo já circula amplamente.

Pressão sobre o Centrão

A leitura de governistas é que a operação coloca o Centrão contra a parede e serve como um recado do Supremo Tribunal Federal (STF) de que as investigações podem alcançar outros nomes do grupo, como Davi Alcolumbre e Antônio Rueda, presidente do União Brasil.

Cautela no entorno de Flávio

No entorno de Flávio Bolsonaro, a ordem é ter cautela em relação a Ciro Nogueira. Nesta quinta-feira (7), Flávio divulgou uma nota afirmando que "considera graves as informações divulgadas pela imprensa" e que "fatos dessa natureza devem ser apurados com rigor e transparência", com "respeito ao devido processo legal". Ele também disse confiar na relatoria do caso, conduzida pelo ministro do STF André Mendonça.

Em seguida, Flávio publicou um vídeo defendendo que "tudo tem que ser apurado até o fim", "sem blindagem", e que o Congresso tem a obrigação de instalar a CPI do Banco Master. Vale lembrar que, na semana passada, Alcolumbre firmou um acordo para realizar uma sessão do Congresso e derrubar os vetos da dosimetria, sem instalar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master, conforme exige o regimento.

Posição do PP

A líder do PP, Tereza Cristina, seguiu a mesma linha de Flávio e defendeu as investigações com amplo direito de defesa. "Tudo precisa ser investigado. Se existe alguma coisa, precisa ser investigada. Também tem que dar o direito de ampla defesa e não julgar antes de saber o resultado das investigações", argumentou a senadora.

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