Izalci vê 'recado' para Lula e aponta Pacheco como único nome aprovado pelo Senado
Izalci vê 'recado' para Lula e aponta Pacheco como único nome

O senador Izalci Lucas (PL-DF) afirmou que a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) representa um recado claro ao governo Lula e ao Judiciário. Em entrevista ao programa Os Três Poderes, ele destacou que a derrota histórica expõe o desgaste do Executivo e a insatisfação com a atuação da Corte, além de sinalizar uma mudança na correlação de forças no Congresso.

Rejeição histórica e articulação política

Pela primeira vez em 132 anos, o Senado rejeitou uma indicação presidencial ao STF. Para Izalci, o resultado não foi um acaso, mas fruto de uma articulação coordenada entre partidos de oposição, como PL, Novo e Avante, que fecharam questão contra Messias. O senador citou a participação direta de lideranças, como Flávio Bolsonaro, para garantir a rejeição. “Foi um resgate do Senado, ainda que parcial”, disse, referindo-se à reação da Casa contra o que chamou de interferência do STF no Legislativo.

Recado ao Supremo e ao governo

Izalci afirmou que a votação foi um recado institucional tanto para o Planalto quanto para o STF. Ele criticou a atuação de ministros da Corte, acusando-os de extrapolar limites e interferir em decisões do Congresso. “A população sabe disso e isso influenciou os senadores”, declarou. O senador também mencionou investigações em curso e questionou práticas como o inquérito das fake news, que geram descontentamento entre parlamentares.

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Impacto em futuras indicações

Na avaliação de Izalci, o cenário dificulta novas indicações ao STF no curto prazo, especialmente com a proximidade das eleições. Ele apontou que apenas nomes com forte articulação política teriam chance de aprovação. “Fora um nome como o Rodrigo Pacheco, dificilmente passa”, afirmou, indicando que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foi peça-chave no desfecho. “Se o Davi quisesse aprovar, seria aprovado”, completou.

Fragilidade do governo e recomposição

O senador destacou que o placar evidenciou a fragilidade da articulação do governo no Senado e a necessidade de reconfiguração política. Apesar do tom crítico, ele não acredita em retaliações diretas, mas sim em um diálogo de aproximação entre Executivo e Legislativo. “O que vai acontecer é um diálogo de aproximação”, disse, embora reconheça que o governo precisa reorganizar sua base de apoio.

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