Flávio Bolsonaro ataca Lula na CPAC e compara pai a Trump em discurso nos EUA
Flávio Bolsonaro ataca Lula na CPAC e compara pai a Trump

Flávio Bolsonaro ataca Lula na CPAC e compara pai a Trump em discurso nos EUA

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou o palco do CPAC 2026, o maior e mais antigo encontro anual de ativistas e líderes conservadores dos Estados Unidos, para lançar duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Judiciário brasileiro. Em discurso de quinze minutos realizado neste sábado, 28 de março de 2026, o pré-candidato à Presidência da República também fez acenos ao público conservador alinhado ao ex-presidente americano Donald Trump, estabelecendo paralelos entre a trajetória política de seu pai, Jair Bolsonaro, e a do líder republicano.

Comparações com Trump e acusações contra Lula

Em tom incisivo e diante de plateia entusiasmada, Flávio Bolsonaro comparou explicitamente a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro à de Donald Trump, sugerindo paralelos significativos no enfrentamento à esquerda em seus respectivos países. O senador afirmou que seu pai "foi o aliado mais leal" de Trump e destacou que foi "o último líder mundial" a reconhecer Joe Biden como presidente dos Estados Unidos após as eleições de 2020.

Sem apresentar provas concretas, Flávio fez graves acusações contra o governo Lula, afirmando que o presidente brasileiro atuaria em favor de facções criminosas como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC). O senador também criticou a política externa do atual governo, acusando-o de privilegiar relações com países como China, Cuba e Irã em detrimento dos interesses dos Estados Unidos.

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Defesa de realinhamento com Washington

Em um dos momentos mais enfáticos do discurso, Flávio Bolsonaro defendeu um realinhamento estratégico do Brasil com os Estados Unidos, apresentando uma dicotomia clara para o futuro das relações hemisféricas. "Esta é a encruzilhada que a América enfrenta: ou vocês têm o aliado mais poderoso do continente, ou um antagonista que se alinha com adversários americanos e torna sua política para a região impossível", declarou o senador, direcionando sua mensagem tanto ao público internacional quanto à sua base política no Brasil.

O apelo por aproximação com Washington ocorre em um contexto paradoxal, já que o presidente Lula e Donald Trump mantêm atualmente relações cordiais. Após um período inicial de desconfiança mútua, os dois governantes estabeleceram uma comunicação mais fluida, com o líder americano chegando a afirmar que teve uma "excelente química" com o petista. Ambos os governos trabalham agora na articulação de uma possível visita de Lula à Casa Branca, embora ainda sem data definida.

Contexto político e familiar

A participação de Flávio Bolsonaro no CPAC foi antecedida pela apresentação de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que foi introduzido no evento como "ex-deputado federal em exílio". Eduardo, que teve seu mandato cassado devido à ausência prolongada na Câmara dos Deputados, foi responsável por chamar o irmão ao palco principal do encontro conservador.

O discurso do senador fluminense reforçou ainda mais sua crítica à esquerda latino-americana, que ele classificou como um bloco ideológico organizado, e reafirmou sua convicção de que a direita voltará a vencer no Brasil. A mensagem teve claro caráter político-eleitoral, destinada tanto a consolidar apoio internacional quanto a mobilizar sua base doméstica em preparação para o próximo ciclo eleitoral.

Significado estratégico da participação

A presença de Flávio Bolsonaro no CPAC 2026 marca a intensificação de sua agenda internacional e consolida uma estratégia de aproximação com lideranças da direita global. O evento é reconhecido como uma das principais vitrines do conservadorismo mundial, reunindo anualmente políticos, empresários e ativistas alinhados a essa corrente ideológica.

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A participação do senador brasileiro neste fórum internacional representa um marco significativo em sua trajetória política, projetando sua imagem além das fronteiras nacionais e estabelecendo conexões com figuras influentes do cenário conservador global. Este movimento estratégico ocorre em um momento crucial de preparação para as eleições presidenciais brasileiras, demonstrando a importância que a dimensão internacional assume em sua campanha política.