Derrota de Messias expõe fragilidade de Lula no Congresso
Derrota de Messias expõe fragilidade de Lula no Congresso

A derrota de Jorge Messias no Senado é tratada pelo governo como um revés direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e revela uma fragilidade significativa na articulação política com o Congresso Nacional. Após o resultado, Messias conversou com Lula e foi tranquilizado. Publicamente, o Palácio do Planalto afirma que, assim como o presidente tem o direito de indicar, o Senado tem o direito de aprovar ou rejeitar. Internamente, essa posição é vista como uma tentativa de minimizar a dimensão política da derrota.

Repercussão nos bastidores

Nos bastidores, a avaliação é mais severa. Há consenso de que o episódio é inédito e evidencia uma grande fragilidade do governo na relação com o Congresso. O governo se preocupa com essa percepção de fraqueza absoluta, mas há quem diga que errará quem apostar que o governo acabou e que isso é uma demonstração de poucas chances de Lula se reeleger.

Próximos passos

Neste primeiro momento, a decisão do governo parece ser a de Lula não indicar mais ninguém para o posto. A avaliação é de que, hoje, a única indicação com chance de aprovação no Senado seria um nome alinhado ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre, e ao Centrão. Segundo relato de auxiliares de Lula ouvidos pelo blog, isso é algo que Lula não pretende fazer. O presidente também evita alimentar a ideia de que abriria uma guerra com Alcolumbre. A palavra de ordem no governo é deixar essa situação decantar e analisar os próximos passos.

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Falhas na articulação

Há a percepção de que a equipe de articulação política de Lula falhou mais uma vez e que o governo está desguarnecido no Congresso. O blog perguntou se o presidente pretendia mudar a equipe após a derrota. A resposta, por ora, é de cautela. “Como você sabe, em situações como essa, não se toma decisões no calor do momento. Além disso, é necessário avaliar os vários componentes que levaram a essa situação”, afirmou uma fonte do Palácio do Planalto.

Rejeição fortalece Moraes

Entre parlamentares petistas próximos ao governo, a derrota é atribuída, além da atuação de Alcolumbre, ao caso Banco Master e a uma articulação que envolveria setores do Centrão e uma ala do Supremo Tribunal Federal. O ministro Alexandre de Moraes é apontado como alguém próximo de Alcolumbre e que não via com entusiasmo a ida de Messias para o STF. A situação ganhou outro elemento quando o ministro André Mendonça passou a apoiar Messias. Como Mendonça é visto como um contraponto a Moraes, especialmente nas investigações do caso Master, esse movimento reforçou a percepção de que havia resistência à indicação dentro do próprio ambiente do Supremo.

Futuro de Messias

Outro ponto em aberto é o futuro de Messias. Segundo interlocutores, ele ainda avalia os próximos passos e, neste momento, não demonstra disposição imediata de retornar à Advocacia-Geral da União.

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