A China suspendeu temporariamente as exportações de três frigoríficos brasileiros após identificar irregularidades sanitárias, conforme informou a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). O embargo atinge as seguintes unidades: JBS, na unidade de Pontes e Lacerda (MT, SIF 51); PrimaFoods, na planta de Araguari (MG, SIF 177); e Frialto, no frigorífico de Matupá (MT, SIF 4490).
O g1 procurou as empresas para comentar o ocorrido, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O Ministério da Agricultura e a Embaixada da China também não responderam ao pedido de posicionamento.
Medida temporária e preventiva
Segundo a Abiec, a suspensão tem caráter temporário e preventivo, com o objetivo de garantir a rastreabilidade da matéria-prima e permitir que as empresas envolvidas adotem as providências necessárias. A associação reforça que o Brasil possui "um dos sistemas de controle sanitário mais rigorosos e reconhecidos internacionalmente, com monitoramento contínuo ao longo de toda a cadeia produtiva e atuação permanente do Serviço de Inspeção Federal (SIF)".
As cargas apontadas pelas autoridades chinesas estão sendo tratadas "conforme os protocolos sanitários estabelecidos entre os dois países", informa a nota oficial.
Contexto das suspensões
A suspensão ocorreu na mesma semana em que a China anunciou a retomada dos embarques de outras três plantas que ficaram embargadas por um ano. Uma delas também pertence à JBS, localizada em Mozarlândia. As outras duas eram uma unidade da Frisa, em Nanuque (MG), e outra da Bon-Marte, em Presidente Prudente (SP).
O setor agropecuário brasileiro segue em destaque, com exportações recordes. Em abril, as exportações do agronegócio cresceram 11,7% e atingiram US$ 16,65 bilhões. A suspensão dos frigoríficos, no entanto, levanta questionamentos sobre os desafios sanitários enfrentados pelo setor.



