Justiça mantém embargo de área desmatada ilegalmente em Lábrea, no Amazonas
Justiça mantém embargo de área desmatada ilegal no Amazonas

Justiça Federal mantém embargo de área desmatada ilegalmente em Lábrea, no Amazonas

A Justiça Federal confirmou a proibição de uso de uma área desmatada ilegalmente no município de Lábrea, localizado no sul do estado do Amazonas. A decisão, emitida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), reforça o embargo contra a Fazenda Minas Gerais, onde foram identificados 301 hectares desmatados dentro de uma área total de 3,2 mil hectares de floresta nativa derrubada para atividades agropecuárias.

Continuidade do dano ambiental e provas técnicas

O caso ganhou notoriedade porque, mesmo após autuação e embargo pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o proprietário da área continuou a produção agropecuária, sem adotar medidas de recuperação ambiental. A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou provas técnicas robustas, incluindo imagens de satélite e relatórios fotográficos, que demonstram a persistência do dano ambiental na região.

Medidas judiciais rigorosas aplicadas

Além de proibir o uso da área, a decisão judicial suspendeu benefícios fiscais e o acesso a crédito público para os envolvidos. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores, estimados em R$ 51,5 milhões, com o objetivo de assegurar a recuperação da área degradada e o pagamento de indenização por danos coletivos. Segundo a AGU, o desmatamento em Lábrea é de grande magnitude e já motivou uma ação civil pública movida pela União e pelo Ibama.

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Reforço na proteção da Amazônia

A manutenção do embargo reforça a prioridade na proteção da Amazônia e na responsabilização de proprietários que se beneficiam de áreas degradadas. Esta decisão judicial destaca o compromisso das autoridades em combater práticas ilegais que ameaçam o meio ambiente e a biodiversidade da região amazônica, servindo como um alerta para outros casos similares em todo o país.

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