O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira, 23, a extensão do cessar-fogo entre Israel e Líbano por três semanas. A trégua, que expiraria no domingo, foi prorrogada após uma reunião no Salão Oval da Casa Branca.
Reunião no Salão Oval
Trump recebeu o embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, e o embaixador no Líbano, Michel Issa, além do vice-presidente J.D. Vance e do secretário de Estado Marco Rubio. Durante o encontro, o republicano afirmou que os Estados Unidos trabalharão com o Líbano para ajudá-lo a se proteger do Hezbollah.
“Aguardo, em um futuro próximo, receber o Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o Presidente do Líbano, Joseph Aoun. Foi uma grande honra participar desta reunião histórica!”, declarou Trump em sua rede Truth Social.
Contexto do cessar-fogo
O convite de Trump ocorreu logo após Israel e Líbano concordarem com a trégua inicial de 10 dias, que ele descreveu como “um ótimo pacote para cerca de uma semana”. Apesar da pausa, as forças israelenses continuam atacando o Líbano na ofensiva contra o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã.
As negociações ocorrem em meio a tensões crescentes. O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, acusou Israel de crimes de guerra após um ataque aéreo que matou uma jornalista e feriu gravemente outra no sul do país. “Alvejar jornalistas e obstruir o acesso das equipes de resgate a eles, e depois voltar a atacar essas equipes após sua chegada, constitui crimes de guerra”, escreveu Salam no X, acrescentando que os ataques israelenses contra profissionais de mídia deixaram de ser “incidentes isolados” e se tornaram “um método estabelecido que condenamos”.



