Suécia alerta para risco de escassez de combustível de aviação na Europa
Suécia alerta para risco de escassez de combustível de aviação

O governo da Suécia emitiu um alerta nesta terça-feira sobre o risco de escassez de combustível para a aviação na Europa, em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio e ao bloqueio do Estreito de Ormuz. A ministra da Energia, Ebba Busch, afirmou em coletiva de imprensa que o país está se antecipando para evitar uma crise no setor aéreo.

Alerta preventivo do governo sueco

“Alertamos com antecedência para o risco de não haver combustível suficiente para a aviação”, declarou Ebba Busch. O governo recomenda que passageiros, especialmente em voos internacionais fora da Europa, acompanhem a situação e verifiquem a cobertura dos seguros de viagem. O alerta tem como base uma análise da Agência Sueca de Energia, que, no entanto, não vê risco imediato de racionamento.

Análise da Agência Sueca de Energia

“No pior cenário, poderia haver racionamento, mas isso está distante. Não é algo para agora”, disse a diretora do órgão, Caroline Asserup. Segundo ela, o abastecimento de gasolina e diesel na Suécia não está ameaçado, nem no curto nem no longo prazo. “A Suécia e os países nórdicos têm ampla capacidade de refino e utilizam principalmente petróleo do Mar do Norte”, afirmou, classificando como “baixo” o risco de racionamento desses combustíveis.

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Impacto global e situação na Europa

Ebba Busch destacou que, mesmo com um eventual acordo de paz, a normalização da oferta global de petróleo e gás levaria tempo. Como exemplo, citou a situação na Itália, onde alguns aeroportos já precisaram priorizar determinados voos por falta de combustível. O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, afirmou que, embora a crise energética seja global, seus impactos na Europa são menores, e ainda mais reduzidos na Suécia.

Medidas do governo sueco

Na semana passada, o governo já havia sinalizado que não descarta adotar medidas para reduzir o consumo de energia ou racionar combustíveis caso o conflito no Irã se prolongue, embora ressalte que essa possibilidade não é considerada no curto prazo. O governo continua monitorando a situação de perto e trabalhando com parceiros internacionais para garantir a segurança energética do país.

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